8 de março de 2020

BRASIL - FILHOS DE PRESIDENTE PLANTAM CENTRAL DE ESPIONAGEM

Entenda por que a suspeita precisa ser investigada. 

Caro leitor,

A suspeita de que Carlos Bolsonaro, o filho 02 do presidente, planejava usar o aparato de inteligência do estado para atender a interesses políticos do clã presidencial circula por Brasília há alguns meses.

Na semana passada, contudo, a suspeita passou a exigir esclarecimentos.

O ex-ministro Gustavo Bebianno afirmou que Carlos pretendia instalar no Planalto uma “Abin paralela”, em referência à Agência Brasileira de Inteligência.

O objetivo do plano, segundo Bebianno, seria monitorar políticos adversários e jornalistas.

Sim, Bebianno é um desafeto dos Bolsonaro hoje. Mas conheceu como poucos o que se passava no coração do governo.

Apuração do repórter Fabio Serapião, da revista Crusoé, mergulha no assunto e traz à tona informações exclusivas.

Ao mesmo tempo, explica por que a denúncia precisa ser apurada:


Segundo a reportagem, uma coisa já está clara.

Carlos Bolsonaro conquistou grande influência sobre a cúpula da Abin.

Leia um trecho da apuração exclusiva:

O caso de agora, que envolve a denúncia da “Abin paralela” proposta por Carlos Bolsonaro, torna-se ainda mais importante quando se leva em conta o retrato da relação existente hoje entre a agência e o Planalto. Oficiais de inteligência ouvidos por Crusoé sob a condição de anonimato afirmam que o atual comando passa longe da batuta do chefe do GSI, Augusto Heleno. Ramagem, o delegado indicado pelo filho de Jair Bolsonaro [para o comando da Abin], tem canal direto com a família presidencial e, por isso, trabalha com autonomia em relação ao general. Ele levou para Abin outros policiais federais de sua confiança e chegou com o discurso de que é preciso modernizar a agência, investindo em tecnologia. A autonomia em relação a Heleno, por vezes, causa situações de desconforto. Tanto é assim que, hoje, o canal de comunicação de Heleno com a Abin passa ao largo de Ramagem. O contato direto do ministro na agência é o diretor-adjunto, Frank Márcio de Oliveira, um oficial de carreira que já estava no posto de 02 quando o delegado federal assumiu o comando. O, digamos, comando duplo faz com que os servidores do órgão enfrentem dificuldades no dia a dia. Não raro há divergência de orientação…

Fonte: https://www.oantagonista.com/copy/central-de-espionagem-no-planalto/?utm_source=crs-site&utm_medium=bnr&utm_campaign=abin&utm_term=bnr-x-970x250&utm_content=060320

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