18 de julho de 2019

JAMANXIM/PA - CONSTRUÇÃO DE PONTE PODE VIRAR PESADELO

Uma ponte é a integração entre comunidades e comerciantes, desenvolvendo o comércio e facilitando diversas atividades ao agregar valor aos diversos bens transportados via ponte, mas também pode ser uma grande dor de cabeça para os envolvidos, seja direta ou indiretamente. 

Ponte no período de seca
Pois é justamente uma dor de cabeça que a ponte construída sobre o rio Jamaxim está trazendo para os construtores e, principalmente, para os donos de embarcações que usam o rio para levar alimentos, combustíveis, remédios e outros materiais que abastecem diversos garimpos, os quais tem o rio ou avião como únicas vias de acessos com a sede do município itaitubense; sabe-se que o transporte fluvial é o mais barato, além da grande quantidade que se pode transportar.
Documento informando não haver
licenciamento ambiental para a ponte
A ponte que se está construindo sobre o rio Jamaxim tem importância crucial para os comunitários daquela região e é de suma importtância para o desenvolvimento daquela região, porém, precisa-se levar em conta diversos fatores para uma obra dessa envergadura, principalmente por ser construída em madeira e em rio que tem, em época invernosa, uma grande correnteza, como obedecer critérios técnicos e sócio-econômicos.

Quando da cheia do rio, não há passagem nem para
voadeiras, conforme se verifica nesta imagem
Também chegou ao conhecimento do blog de que não há um engenheiro responsável pela obra, que está sendo construída em leito de rio que possui uma grande laje de pedra, o que dificulta a construção e, por este motivo, diversas pilastras/vigas não foram fixadas ao solo com a profundidade necessária; algumas pilastras estão amarradas, de forma precária, às pilastras melhores fixadas no leito pedregoso do rio.
Tipo de embarcações que navegam
pelo rio Jamanxim
Além desses problemas acima relatados, a distância entre as pilastras impede a navegação das embarcações que utilizam o rio, inclusive voadeiras, tipo de embarcação de pequeno porte e muito utilizadas nesta região garimpeira, além das diversas balsas que transportam combustíveis rio acima. 

Porém, o pior problema é no período invernoso que, com a subida do rio Jamanxim, a distância entre a ponte e o leito do rio, não ultrapassa um metro, o que impede totalmente a navegação em período em que as estradas estão quase intransponíveis devido as fortes chuvas do inverno, restando somente o transporte fluvial.

Tipo de embarcações que navegam
pelo rio Jamanxim
Diante disso tudo, primeiramente há quase um mês a Companhia Docas do Pará-CDP fez uma 'vistoria' na obra e na terça-feira, 16, a Companhia Fluvial de Santarém também fez uma vistoria in loco, mas até presente data nada fez; aliás, fez, sim: nada. É sabido que a Marinha quando encontra alguma irregularidade, de pronto embarga a obra até que as adequações técnicas sejam feitas e as irregularidades sanadas.

Alguns proprietários de embarcações vão procurar a Marinha em Santarém e exigir que a navegabilidade no rio Jamanxim seja garantido.

Pessoal da Marinha em visita à ponte
Diante desses problemas apresentados, principalmente no que concerne ao impedimento da navegação das embarcações que transportam diversos materiais para o garimpo, já corre um fuxico de que esse pessoal pode atear fogo na ponte se realmente houver obstáculo à livre navegação por causa dessa obra.

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