21 de dezembro de 2018

NOVO PROGRESSO/PA - SINDICALISTA ACUSA VICE-PREFEITO POR AMEAÇAS

Vice-prefeito é acusado de ameaçar de morte Líder sindical em Novo Progresso

Vice-prefeito é acusado de ameaçar de morte Líder sindical em Novo Progresso –

Reconhecida como sucessora do sindicalista Alenquer, assassinado em Castelo de Sonhos, Maria Márcia E. de Melo (Foto), que é presidente da Associação dos Produtores e Produtoras Rurais Nova Vitoria (APRNV) do Assentamento Terra Nossa, teme pela sua vida.

Márcia procurou o MPF [Ministério Publico Federal] em Santarém e denunciou a morte do sindicalista Alenquer assassinado em Castelo de Sonhos [Aluisio Sampaio, conhecido como Alenquer, foi assassinado em 11 de outubro, na sua casa em Castelo de Sonhos, município de Altamira (Pará)]- para ela os assassinos de Alenquer são pessoas envolvidas no PDS Terra Nossa.

Denuncia

“Já fui ameaçada pelo vice prefeito Gelson Dill, Seu Dico (Sintraff) e o Rogério, funcionário da Prefeitura, são as pessoas que me perseguem no assentamento e se eu morrer eles são os culpados. Segundo a denuncia, a ameaça vem pelo envolvimento dos três em comércio ilegal de terras no assentamento, em defesa dos fazendeiros eles detém áreas de terras e se aproveitam do cargo que ocupam para ameaçar e beneficiar pessoas ligadas a eles, segundo Márcia já venderam áreas, e muita gente morreu em torno disto, a policia não desvenda os crimes. Está semana a Policia Militar estava dentro do assentamento me procurando, a informação que o Gelson Dill vice-prefeito mandou me prender, eu estava justamente em Santarém denunciando eles, repassou ao Jornal Folha do Progresso.

“Eu procurei os direitos Humanos, MPF e o Incra agora eles já sabem de tudo que se passa no Assentamento”. Márcia tem convicção que o Sindicalista “Alenquer” e outras pessoas [não citou nomes] foram assassinadas por interesse das terras do assentamento Terra Nossa. A Policia de Castelo de Sonhos investiga o caso. No assentamento tem assentados desaparecidos, saem de casa para trabalhar e nunca mais apareceram, isto tem alguém por trás, denunciou Márcia. Eu tenho medo de morrer também!

Eu não culpo os fazendeiros pela situação das terras cedidas para o assentamento (PDS-Terra Nossa), o culpado é o INCRA que colocou nós nesta situação, então vamos legalizar os mais de 300 assentados e dar titulo para os fazendeiros poderem trabalhar também; este é nosso pensamento, disse. Quem está na posse das terras há muitos anos tem que ser respeitado, concluiu Márcia.

Está semana Marcia esteve em Santarém e denunciou em agravo a ameaça de morte que recebeu – o caso agora esta nas mãos do MPF e direitos Humanos.

Outro Lado

O vice Prefeito de Novo Progresso repassou ao Jornal Folha do Progresso que a questão de ameaças e outras desavenças com a presidente da Associação dos Produtores e Produtoras Rurais Nova Vitoria (APRNV) do Assentamento Terra Nossa, serão redimidas no Fórum de Novo Progresso, ele mesmo registrou um B.O (Boletim de Ocorrência ) contra Márcia, que a conheceu em uma reunião onde estava como prefeito em exercício no Assentamento em conjunto com o INCRA.

Dico (Sintraff)

Procurado pelo Jornal Folha do Progresso informou que registrou B.O (Boletim de Ocorrência ) contra a pessoa da Associação dos Produtores e Produtoras Rurais Nova Vitoria (APRNV) do Assentamento Terra Nossa, que tudo não passa de uma leviandade e inverdade.

Rogério

Rogério ocupa cargo de função de confiança na Prefeitura Municipal de Novo Progresso, é responsável pela questão agrária , entrou em contato com o Jornal Folha do Progresso na manhã desta quinta-feira(19), comentou da estranheza de não terem o encontrado que não saiu do município nos últimos dias, que nunca ameaçou a Sra. Maria Márcia, que somente participou de uma assembleia do SINTRAF naquele assentamento que não tem terras em lugar nenhum deste país, que vai procurar a justiça para provar sua inocência e fazer com que outra parte prove as acusações.

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) alerta: ameaças de morte ainda são mantidas contra 41 lideranças no campo no Estado, incluindo 17 trabalhadoras e trabalhadores apenas nos municípios da Diocese de Santarém e Prelazia de Itaituba, no oeste do Pará.

Fonte: Jornal Folha do Progresso

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