16 de novembro de 2017

SANTARÉM/PA - BANCO DO BRASIL DIFICULTA VIDA DE EMPRESÁRIOS POR DEMORA EM REPASSE DE DINHEIRO DA VENDA A DÉBITO

Empresário César Ramalheiro, dono dos supermerecados CR

Como se não fosse suficiente o momento de grave crise econômica enfrentada pela classe produtiva, o Banco do Brasil vem acarretando prejuízos enormes aos empresários santarenos, atrasando há pelo menos 4 dias o repasse dos valores referente às compras realizadas pelos clientes, utilizando a modalidade de cartão de débito.

César Ramalheiro diz que o Banco não está repassando aos empresários os valores relativos às compras efetuadas com cartão de débito. O setor empresarial está inconformado com o péssimo atendimento do Banco do Brasil, que não está transferindo o dinheiro para as contas das empresas, que vendem seus produtos através de Cartão de Débito. Segundo informações confirmadas pelo diretor da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), César Ramalheiro, desde segunda-feira (13) que o Banco do Brasil não está fazendo esses repasses, fato que tem deixado muitas empresas em situação difícil, pois precisam desses recursos para realizarem o pagamento de suas dívidas junto aos credores.

Para Ramalheiro, a situação é insustentável, e tem provocado um prejuízo enorme a já prejudicada economia local.

“Desde a última segunda-feira, não estamos recebendo os valores que estão nos devendo de cartão de débito e infelizmente, a agência do Banco do Brasil local diz que está resolvendo; segundo eles, essa situação foi ocasionada por uma atualização de sistema e é só o que falam e o prejuízo está grande; não tem solução; hoje é quinta-feira, dia 16 de novembro e, além do prejuízo financeiro que isso traz para empresa, traz também o problema de crédito da empresa para com os fornecedores. Você não pode honrar os pagamentos, então, é uma situação crítica que a gente realmente precisa de uma solução. O pior de tudo é aqui na agência local, ninguém sabe dizer quando de fato essa situação será normalizada e muito menos o que está ocorrendo”, disse o empresário.

De acordo com César Ramalheiro, quando o sistema funcionava de forma adequada, os valores das vendas realizadas no dia, eram repassados à empresa no dia seguinte. Considerando que as vendas com cartão de débito representam cerca 30% do total das vendas, o prejuízo dos empresários já ultrapassou os valores referentes ao faturamento total de um dia de vendas.

“Antes desse problema, as vendas eram feitas e no outro dia normalmente o valor do cartão de débito estava na conta do cliente e depois desse sistema que foi atualizado, segundo a gerência do banco local, eles tiveram alguns problemas e a partir daí não voltou mais a entrar o dinheiro referente às vendas com os cartões de débito. No caso dos cartões de crédito, também estão apresentando problemas, quando é feita a antecipação, a operadora libera, mas o dinheiro não aparece na conta. Os cartões de débito representam mais de 30% do faturamento do nosso segmento, então, a partir daí, dá para imaginar o tamanho do prejuízo financeiro e a grande confusão que se encontra hoje o fluxo de caixa de qualquer empresa aqui em Santarém. Não tem como uma empresa se sustentar com 30% a menos do seu recebimento diário através da sua conta”, afirmou César Ramalheiro.

QUEM PAGARÁ O PREJUÍZO?
Diante do quadro caótico proporcionado pela irresponsabilidade do Banco do Brasil, que sequer teve a capacidade de comunicar de forma coerente qualquer problema ocasionado em seu sistema, ainda peca por não ter uma definição sobre quando a situação será resolvida. Sobre o prejuízo que o setor empresarial está tendo por conta de tanto desatino, os empresários prejudicados querem saber de que forma o banco irá ressarci-los, pois o erro é da instituição, que parece não estar nem aí para seus clientes.

Nota do Blog: Tal situação não se sabe se ocorreu em Itaituba, porque ainda não se viu nenhum empresário manifestar seu descontentamento, tal qual ocorre com o péssimo e insustentável serviço prestado pela agência do Bradesco, onde são constante as reclamações contra a falta de atendimento, desconforto, demora e a pane dos caixas eletrônicos. Tal serviço prestado pelo Bradesco só se equipara eo excelente serviço fornecido pela Celpa e a gangue da CGB.

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