3 de setembro de 2017

SANTARÉM/PA - ALTER DO CHÃO MAIS UMA VEZ É NOTÍCIA POR FALTA DE SEGURANÇA, QUANDO TURISTA ARGENTINA FOI ESTUPRADA

Turista argentina é estuprada na trilha que dá acesso à serra em Alter do Chão, no PA. Vítima tem 42 anos e foi agarrada por um homem que fugiu depois do crime. Caso aconteceu no fim da tarde de sábado (2) e está sendo investigado. Acusado ainda realizou roubo.
Por G1 Santarém, PA

A praia de Alter do Chão, cantada em prosa e verso como uma das praias de água doce mais bela do mundo e visitada por turistas de quase todo o mundo, há muito vem sendo maltratada por quem deveria cuidar dela: os comunitários e o poder público. Hippies maconheiros, preços 'salgados', péssimo atendimento tomaram conta do paradisíaco lugar, que já foi cenário  de outro crimes bárbaro, quando um casal foi assassinado e a mulher, antes de ser morta com um tiro, foi estuprada pelos 'trabalhadores' que lá estavam atuando. Há muito a Polícia não se faz presente e, quando se fez, no caso do professor abestalhado da UFOPA, tentaram denegrir a Polícia Militar.

Agora, a vítima foi uma mulher de 42 anos, estuprada por um homem ainda sem identificação enquanto iniciava uma caminhada na trilha de dá acesso à Serra Piroca, na vila balneária de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará. O crime aconteceu no fim da tarde de sábado (2). A vítima é natural de Buenos Aires, na Argentina, e estava há poucos dias viajando pela região.
Caso aconteceu na trilha que dá acesso a Serra Piroca, em Alter do Chão (Foto: Zé Rodrigues/TV Tapajós)
A vítima informou à polícia que estava na Ilha do Amor e decidiu conhecer um pouco mais o local indo até a trilha. Ela caminhou pouco mais de 100 metros quando um homem saiu de dentro do mato, a agarrou e derrubou.

No chão, o acusado pegou nas partes íntimas da turista e lutou com a vítima. “Ela disse que gritou bastante e ele viu que não iria conter a vítima e desistiu. Ele roubou a bolsa, documentos e celular antes de sair em fuga para dentro da mata”, disse o sargento da PM, Lindenilson da Silva.

Após o crime, a turista encontrou uma senhora na praia que acionou a Polícia Militar. Uma guarnição se deslocou ao local e, baseado nas informações da vítima, realizou buscas na tentativa de capturar o suspeito.

Os militares conseguiram achar no decorrer da trilha objetos da turista, além de um grupo com três mulheres e um homem, que estavam na serra vendo o pôr do sol. As buscas se encerram pelo fato do local ser escuro e com mata fechada.

Já na Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) da vila balneária, a vítima registrou o Boletim de Ocorrência (B.O) e foi encaminhada ao Centro de Perícia Renato Chaves (CPC), órgão do Instituto Médico Legal (IML). Ela passou por exames de Corpo de Delito.
Turista fez o Boletim de Ocorrência na UIPP da vila balneária (Foto: Rodolfo Oliveira/Agência Pará)
De acordo com a delegado que acompanha do caso, Herbert Farias Junior, com um retrato falado as investigações foram iniciadas para localizar o acusado.


Por telefone, a Polícia Militar informou que realiza rondas frequentes nas comunidades de jurisdição da UIPP Alter do Chão, mas nas praias do Cajueiro e Ilha do Amor essas rondas não são frequentes devido a logística. Quando há alguma ocorrência, as vítimas devem entrar em contato com o Núcleo de Operações Integradas (Niop) para uma guarnição se deslocar até o local.

A PM informou ainda que militares do 4º Grupamento de Bombeiros Militar (4ºGBM) dão suporte na Ilha do Amor, pois é preciso atravessar em catraias (canoas) para a praia.

Caso Mauro Borges e Jéssica Gomes
Em outubro de 2012, o casal Mauro Borges, 30 anos, e Jéssica Gomes, 18 anos foi torturado e morto na trilha que dá acesso ao topo da serra. Eles desapareceram no dia 21 e os corpos foram encontrados dois dias depois em estado de decomposição.
Segundo a polícia, Jéssica teria sido violentada e morta com um tiro na cabeça e Mauro foi esfaqueado (Foto: Reprodução/TV Tapajós)
Seis acusados do crime chegaram a ser presos, mas a justiça liberou três adolescentes acusados de participação. Em depoimento, o grupo teria afirmado que abordou o casal que descia a serra, e anunciou um assalto. Mauro teria reagido e travado luta corporal com três dos suspeitos. A vítima foi atingida com golpes de faca e pauladas, morrendo em seguida. Jéssica foi violentada pelo grupo, torturada e depois alvejada com tiro na cabeça.

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