23 de agosto de 2017

PARÁ - SOBE PARA DEZ O NÚMEROS DE MORTOS EM NAUFRÁGIO DE BARCO CLANDESTINO

(Foto: Ulisses Sousa/Divulgação)
Uma embarcação com 70 passageiros naufragou, na noite de terça-feira (22), em uma área denominada Ponte Grande do Xingu, localizada entre os municípios Governador José Porfírio e Porto de Moz, deixando dez mortos e mais de 40 desaparecidos.

De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), entre as vítimas fatais estão seis mulheres, duas crianças e dois homens.

O navio "Capitão Ribeiro" saiu de Santarém e seguia viagem para Vitória do Xingu; haveriam paradas nos município de Monte Alegre e Prainha. 

O Corpo de Bombeiros Militar informou que, na manhã desta quarta-feira (23), 25 pessoas foram resgatadas com vida e cerca de 40 passageiros continuam desaparecidos. A principal suspeita é de que uma tempestade tenha provocado o naufrágio.

Tampa de isopor foi utilizada por um sobrevivente para chegar até à margem do rio. Foto: Ulisses Sousa/Divulgação
Equipes da Capitania dos Portos seguiram para o local para fazer buscas pelos desaparecidos. Também trabalham no resgate do naufrágio as Defesas Civis Municipais de Belém, Governador José Porfírio e Vitória do Xingú.

Populares no porto de Vitória de Xingu buscam informações sobre o naufrágio. Foto: via Whatsapp
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) informou que iniciou a instalação de uma sala de situação na Câmara dos Vereadores do município de Porto de Moz. Os corpos das vítimas foram levados pelo Corpo de Bombeiros para o hospital de Porto de Moz.

Familiares das vítimas foram ao Hospital de Porto de Moz para ter mais informações. Foto: Ulisses Sousa/Divulgação
O Corpo de Bombeiros montou uma operação com o auxílio de mergulhadores para localizar as vítimas. Já a Polícia Civil vai abrir uma investigação para apurar as circunstâncias do naufrágio. 

Embarcação clandestina
Na tarde desta quarta-feira (23), a Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA) afirmou que a embarcação - pertencente à empresa Almeida e Ribeiro Navegação Ltda. - “não estava legalizada para fazer o transporte de passageiros , por não se encontrar registrada na Arcon-PA, portanto a embarcação estava realizando o transporte clandestino de usuários”.

Outro acidente
O acidente com a embarcação acontece 20 dias após outro naufrágio no Pará, que aconteceu no rio Amazonas, com nove desaparecidos. O caso foi considerado até então, o maior acidente em número de desaparecidos ou mortos desde 1981.

O naufrágio ocorreu no dia 2 de agosto, após uma colisão de um navio cargueiro e um comboio de nove balsas entre as cidades de Óbidos e Oriximiná, na região oeste do Pará. Os corpos das vítimas ainda não foram resgatados do rio.
(DOL)

Reações:

0 comentários: