16 de agosto de 2017

ITAITUBA/PA - HOSPITAL MUNICIPAL PRESTA ESCLARECIMENTOS ACERCA DE POSSÍVEL RESSUSCITAÇÃO

Nesses dois últimos dias as redes sociais, principalmente grupos de WhatsApp, 'fervilharam' com a notícia de que uma senhora, após ser dada como morta no HMI, teria ressuscitado no velório. Diante de tal notícia, a Prefeitura Municipal de Itaituba, via Hospital Municipal-HMI, emitiu uma nota à imprensa, esclarecendo o ocorrido. 


Nota a imprensa
O Hospital Municipal de Itaituba vem por meio desta esclarecer e responder a alguns questionamentos realizados nas redes sociais sobre uma suposta falha na confirmação de óbito da idosa da iniciais B.D.

A senhora das iniciais B.D, alcoólatra de longa data, de 60 anos de idade, deu entrada na sala de emergência do Hospital Municipal de Itaituba por volta de 15h, trazida pelo Corpo de Bombeiros, com acompanhante, apresentando sinais visíveis de embriaguez alcoólica.

A Idosa estava em hipotensão (pressão próxima a zero), com febre alta, inúmeras lesões por pressão (escaras), com higiene bem comprometida e inconsciente há 2 dias em casa (segundo o marido), fato esse comprovada pela medica plantonista. Foi prontamente atendida, culminando com sua internação após 2h na Sala de Emergência.

Durante a internação, a idosa respondia pouco a terapêutica, mantendo sempre a inconsciência e, na maioria das vezes, sem acompanhante ou familiar próximo. Por volta de 3h22min dia 15/08/2017, a paciente evolui para uma parada cardiorespiratória-PCR, sendo realizadas as manobras de ressuscitação cardiopulmonar: compressões torácicas, ventilação mecânica e administração de adrenalina, mas sem êxito. 

Foi constatado, então, o óbito pela médica plantonista às 3h45min, sendo liberado o copro para o serviço funeral.

Às 15h do dia 15/08/2017 começaram a circular áudios, vídeos e comentários em redes sociais questionando condutas até acusando profissionais da HMI de imperícia e negligência; foi então que, de forma solidária, deslocamos a equipe do SAMU e mais dois médicos, que foram em horários distintos, para novamente constatar o óbito. Ambas as equipes comprovaram a ausência de sinais vitais (sem pressão arterial, sem movimentos respiratórios, temperatura baixa e sem frequência cardíaca).

Sobre os fenômenos veiculados nas redes sociais como ausência do rigor mortis (enrijecimento do corpo) e espasmo musculares involuntários, são situações que, embora raras, ocorrem devido a fatores ambientais e metabólicas de cada organismo. Ex: temperatura, medicamentos, estado nutricional, uso de drogas como o álcool e etc. Em relação aos espasmos musculares ocasionais, estes ocorrem devido ao uso de ADRENALINA durante a PCR, com a finalidade de restabelecer a frequência cardíaca. Contudo, estes dois fenômenos não representam um sinal vital, ou seja não há mais vida! Vale ressaltar que após 6 minutos sem batimentos cardíacos os órgãos, começando pelo cérebro, começam a entrar em falência.

A equipe deste hospital se entristece ao ouvir comentários pejorativos e condenações por pessoas que se julgam peritos e espalham suas conclusões como verdade absoluta. No HMI existem profissionais do mais alto gabarito e com grande comprometimento no que fazem, e realizaram todo o procedimento conforme previstos em protocolos e literaturas. Contudo, nos solidarizamos com a família, entendemos como é difícil lidar com a perda de um ente tão querido e nos colocamos à disposição para qualquer tipo de assistência, seja ela médica, jurídica ou psicológica.

Grato, 

A direção (HMI).

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