26 de abril de 2017

CORREIOS, POR CAUSA DE CORRUPÇÃO, ENTRARÁ EM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO! E AERONAUTAS PARALISAM VOOS COM DESTINO A BRASÍLIA!

A paralisação terá início nesta quarta a partir das 22h, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios (Fentect)

Por Da redação
Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado (Elza Fiuza/Agência Brasil)

Os trabalhadores dos Correios entrarão em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (26) a partir das 22h. As ameaças de privatização e demissões, o fechamento de agências e o “desmonte fiscal” da empresa, com diminuição do lucro devido a repasses ao governo e patrocínios, são os principais motivos para a mobilização, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).

A estatal teve prejuízos de R$ 2,1 bilhões em 2015 e R$ 2 bilhões no ano passado. Em dezembro do ano passado, foi anunciado um plano de demissão voluntária e o fechamento de agências para reduzir os gastos.

“O que tem acontecido é um plano de desmonte próprio da empresa, atacando a própria qualidade e universalização do serviço. Faz parte de um projeto privado com interesse de entrar no mercado”, disse a secretária de Imprensa da Fentect, Suzy Cristiny.

Segundo a entidade, a “privatização” coloca em risco o direito da população aos serviços dos Correios, já que a empresa tem fechado agências em cidades menos lucrativas. “Mais de 200 agências estão sendo fechadas por todo o Brasil. Com isso, muitos moradores do interior e das periferias vão ficar sem o atendimento bancário e postal dos Correios do Brasil”, informou a federação.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, tem dito que é contra privatizar os Correios, mas que a empresa terá que fazer “cortes radicais” de gastos para evitar a privatização, já que o governo não socorrerá a empresa financeiramente.
Críticas dos grevistas

Além do fortalecimento de franqueados e o fechamento de agências próprias, o que, na opinião da federação, “esvazia os negócios da empresa para a iniciativa privada”, a Fentect critica os repasses da empresa ao governo federal acima do valor estabelecido. “Nos últimos anos, os Correios repassaram para o governo federal R$ 6 bilhões e, desse montante, R$ 3,9 bilhões foram acima do valor estabelecido legalmente, prejudicando as reservas financeiras e investimentos necessários para a modernização da empresa”, informou.

A entidade cita ainda o distrato de R$ 2,3 bilhões do Banco Postal com o Banco do Brasil e a destinação de R$ 300 milhões em patrocínios nas Olimpíadas e pede uma auditoria na contabilidade da empresa.

Os sindicatos de todo o país se reúnem hoje (26) para referendar a manifestação sobre a greve. As entidades e a empresa já promoveram mesas de negociação, mas, segundo a secretária, não houve avanços. Ela disse ainda que os trabalhadores dos Correios se unirão às manifestações marcadas para a próxima sexta-feira (28) contra as reformas trabalhista e da Previdência.

Além da mobilização pelo fortalecimento institucional dos Correios e universalização dos serviços, os trabalhadores reivindicam melhorias nas condições de trabalho, a contratação de novos funcionários, mais segurança nas agências, o retorno da entrega diária e o fim da suspensão de férias.
Outro lado

Em nota, a empresa informou que, caso o movimento grevista seja deflagrado, os Correios adotarão as medidas necessárias para garantir a continuidade de todos os serviços. “Uma paralisação dos empregados neste momento delicado pelo qual passa a empresa é um ato de irresponsabilidade, uma vez que a direção está e sempre esteve aberta ao diálogo com as representações dos trabalhadores”, informou. Os Correios não se manifestaram sobre as reivindicações dos trabalhadores. (Com Agência Brasil)

Aeronautas podem paralisar voos para Brasília contra reformas

Sindicato de pilotos e comissários de voo votará se interrompe voos com destino à capital federal como forma de prejudicar votações de reformas
Pilotos e comissários podem interromper voos à Brasília
(Nelson Antoine / Fotoarena/VEJA)

Os aeronautas do país poderão suspender os voos com destino a Brasília (DF) na próxima semana para atrapalhar as votações no Congresso das reformas trabalhista e da Previdência. O plano é impedir que os parlamentares voltem para Brasília na próxima semana para votar reformas enviadas pelo governo Michel Temer.

De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Rodrigo Spader, esse tipo de paralisação poderá ser uma das estratégias adotadas pelo movimento. “Essa é uma possibilidade. A greve é o último instrumento, não queremos parar o país inteiro, mas parando Brasília daríamos um recado de que as reformas necessitam de mais diálogos com a sociedade”, diz Spader. A votação da reforma da Previdência na comissão especial está prevista para a semana que vem.

Já a reforma trabalhista deve ser votada na Câmara ainda nesta quarta-feira (26) e, se aprovada, seguir para o Senado, onde começará a ser discutida. Centrais sindicais e movimentos sociais convocaram para esta sexta-feira uma greve geral contra as duas reformas do governo Temer.

Segundo o presidente do SNA, outra possibilidade é paralisar todos os voos do país. A estratégia, porém, deverá ser votada em assembleias na quinta-feira (27), realizadas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Campinas.

“As estratégias [de greve] ainda estão sendo desenvolvidas, o formato ainda não está fechado e a decisão será tomada nas assembleias”, afirma Spader.
Aeroportos

Além de Brasília, os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, e Congonhas, em São Paulo, deverão ter paralisações das atividades dos funcionários que trabalham nos locais.

Os aeroviários de Guarulhos decidiram na última segunda-feira aderir à convocação das centrais sindicais. A categoria abrange os profissionais das empresas aéreas que trabalham em funções como check-in, auxiliar de serviços gerais, mecânicos de pista.

Os aeroviários do estado, entre os quais estão os que trabalham em Congonhas, também vão parar na sexta-feira, segundo decisão da categoria em assembleia na última terça-feira. A recomendação é de interrupção de 100% das atividades.

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