21 de janeiro de 2017

BELÉM/PA - CIDADE EM CLIMA DE GUERRA!

Belém tem 27 homicídios em 24 horas

(Foto: Antônio Melo/Diário do Pará)
A onda de assassinatos que tomou conta de Belém nesta sexta-feira (20) deverá ser alvo de uma investigação especial, realizada por diversos órgãos do sistema de segurança do Pará. Entre a manhã de sexta e a de sábado (21), foram registrados 27 homicídios na Grande Belém, segundo dados atualizados. A suspeita é que alguns crimes tenham ligação com a morte do soldado Rafael da Silva Costa, da Rotam.

Em nota, a Polícia Militar informou que “a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará instalou na tarde desta sexta-feira um gabinete permanente de situação, envolvendo todos os órgãos da área para acompanhar e monitorar os acontecimentos”. Na manhã de hoje, foi feita uma reunião com gestores dos órgãos de segurança para discutir o caso e determinar uma “rigorosa apuração de todos os crimes, com envolvimento direto das corregedorias da Polícia Civil e Polícia Militar, para esclarecer os fatos, identificar e punir os responsáveis”.

Durante a manhã de ontem, o soldado Rafael, da Rotam, foi morto com um tiro na cabeça durante uma perseguição policial. Após o crime, outros 26 homicídios foram registrados nas 24 horas seguintes, alguns com sinais de execução.

O elevado índice de violência relembra a chacina ocorrida em 2014 nos bairros do Guamá, Jurunas e Terra Firme, em Belém, após a morte do cabo da Rotam Antônio Marco Figueiredo, conhecido como Pet. Na ocasião, 11 pessoas foram mortas após a execução do policial. Investigação sobre o caso aponta que alguns dos crimes foram uma retaliação contra a morte do PM (DOL).

Governo do Pará pede apoio do ministro da Justiça para apurar crimesVinte e quatro pessoas foram assassinadas em 24h na capital e Grande BelémSegup apresentou neste sábado, 21, medidas para esclarecer onda de mortes.

Em coletiva realizada na tarde deste sábado (21), no prédio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), em Belém, representantes ligados à Segup falaram sobre as medidas que serão apresentadas pelo Governo do Estado diante da onda de 24 assassinatos registrados em Belém em apenas 24 horas, todos com características de execução.

O secretário de segurança, Jeannot Jansen, informou que o governador do Estado, Simão Jatene, fez contato com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Segundo Jansen, governador e ministro conversaram sobre a possibilidade de cooperação da União nas investigações. O resultado da conversa foi de que a melhor colaboração seria a constituição de um grupo guiado pela inteligência para as investigações dos crimes.
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A onda de assassinatos começou após a morte de um policial militar na manhã de sexta em um tiroteio no bairro da Cabanagem, em Belém. Rafael da Silva Costa tinha 29 anos e era soldado da Ronda Tática Metropolitana (Rotam), que atuava na perseguição a suspeitos de assalto. Durante troca de tiros com os suspeitos, Rafael foi atingido na cabeça e chegou a ser levado para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua, mas não resistiu aos ferimentos. Em nota, o Governo do Estado admitiu a possibilidade de uma relação entre a morte do soldado e os crimes de execução.

Uma das vítimas era um feirante que foi executado na rua da Olaria, no bairro do Guamá. Segundo testemunhas, ele foi atingido por vários tiros que foram disparados do interior de um carro em movimento. Duas horas antes, Flávio Oliveira Maciel, de 23 anos, foi executado na rua dos Profetas. Ele estava na porta da casa dos pais, conversando com amigos quando foi atingido pelos disparos. A família conta que ele trabalhava dirigindo o táxi do pai. Assustada, não quis gravar entrevista. As outras vítimas ainda não foram identificadas.
Assassinado no bairro do Guamá, taxista de 23 anos foi uma das vítimas de onda de assassinatos ocorrida em Belém e região metropolitana. (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Investigações
Durante a manhã deste sábado, o governador Simão Jatene convocou gestores da área de segurança para uma reunião em sua casa, onde determinou rigorosa apuração de todos os crimes, com envolvimento direto das corregedorias da Polícia Civil e Polícia Militar, para esclarecer os fatos, identificar e punir os responsáveis.

O Governo do Estado informou em nota que instalou ainda na tarde de sexta um gabinete permanente de situação, envolvendo todos os órgãos da área para acompanhar e monitorar os acontecimentos.

“As polícias agem ostensivamente nas ruas. O empenho é máximo para que mais crimes não ocorram. As ações, inclusive a desse caso, são norteadas pela inteligência, que tem duas testemunhas e uma filmagem para elucidar o caso”, explicou o delegado geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino (Do G1 PA).

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