1 de agosto de 2016

PARÁ - CONCURSO DA PM TEM 20 PRESOS POR TENTATIVAS DE FRAUDES. OUTRAS IRREGULARIDADES FORAM RELATADAS!

20 são presos por tentativa de fraude em concurso

Todos foram detidos para depoimentos em 15 ocorrências, a maioria por utilização de documentos falsos e por falsa identidade. (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

De acordo com a Polícia Civil do Pará, 20 pessoas foram presas por tentarem fraudar as provas do concurso da Polícia Militar do Pará, realizadas no último domingo (31), em Belém e nos municípios de Altamira, Marabá e Santarém.

Segundo a PC, entre os suspeitos está um soldado da PM de Marabá. Todos foram detidos para depoimentos em 15 ocorrências, a maioria por utilização de documentos falsos e por falsa identidade, ou seja, tentando fazer a prova no lugar de outra pessoa.

Ainda de acordo com a PC, em Belém, um candidato tentou usar um ponto eletrônico e outros desobedeceram a ordem de não usar aparelhos de celular em sala de aula.

TENTATIVA DE FRAUDE

Quando ao suposto vazamento de gabarito e do cartão-resposta na Internet, a Polícia Civil disse que não passaram de tentativas frustradas de fraude.

“Em alguns casos, o gabarito dava cinco opções de assertivas, quando na prova só haviam quatro. Ou então, disponibilizavam 60 questões, sendo que a prova era composta de apenas 50. Sem contar que sequer mencionavam o tipo de prova”, explicou o delegado-geral da PC, Rilmar Firmino.

Segundo o delegado, a “intenção era puramente lucrar em cima do candidato”.

OUTROS RELATOS QUE PODEM COMPROMETER A VALIDADE DO CONCURSO

(Foto: Divulgação)
O concurso da Polícia Militar (PM) realizado no último domingo (31) ainda repercute nas redes sociais. Até a entrada nas salas de aula para a realização das provas, coletivas de imprensa e esclarecimentos foram dados, pessoas foram presas e investigações sobre fraudes foram realizadas para que problemas fossem evitados.

Ao que parece, no entanto, não foi isto que ocorreu. Vários problemas e queixas foram relatados em matérias do DOL e postagens do facebook. Pela rede social, algumas pessoas desabafaram sobre os problemas.

Segundo o internauta Guilherme Gomes, a organização foi falha. "Eu estava de fiscal na prova para soldado, acho que a instituição que ficou responsável pela realização FADESP pecou em alguns critérios de organização, foi possível detectar, por nós fiscais, que poderia sim haver problemas com a fiscalização em geral. Mas como meros fiscais, nos recolhemos a nossa 'insignificância' quanto ao que se tratou de planejamento e aplicabilidade da fiscalização", explicou.


Já para Luelly Carvalho, até mesmo as salas de aula não possuíam condições para receber os candidatos e nem as provas estavam protegidas. "Onde fiz a prova não funcionava o ar condicionado, não haviam os sacos com lacre pra colocarem os celulares. Tivemos que ficar esperando fora da sala, a prova começou com 15 minutos de atraso e logo quando começou foi uma ida e vinda no banheiro que pelo amor de Deus, sem contar no entra e sai da sala e da conversa. Outra questão importante! Não existe troca de cartão resposta! Rasurou ta rasurado! Os fiscais não estavam treinados corretamente, não os culpo por isso pois esta questão é de responsabilidade do consórcio organizador. Isso só são as principais de serie de falhas grosseiras", lamentou.

Problemas dentro e fora de sala

Para muitas pessoas, os problemas do concurso refletem até mesmo a insegurança fora de sala. No DOL, um internauta que não se identificou afirmou "Incrível como PM não consegue garantir sequer a segurança do próprio concurso. A civil também não. Tenho minhas dúvidas sobre a credibilidade desse processo. É necessário a PF intervir realizar prisões e por final demonstrar que tá tudo errado. Cadê o número para denúncias anônimas? Hoje em dia o anonimato é o único canal seguro de comunicação. Pois do contrário o delator corre riscos", declarou.

Nas salas, outros problemas considerados simples não foram evitados. Para uma leitora identificada como Taís, "Na minha sala, na Estácio Fap, o número de prova não estava de acordo com o número de pessoas. Faltaram mais de 10 provas e não foi só na minha sala. Houve em outras salas também E uma amiga que fez prova em outra sala falou que pegaram um mulher que deixou cair o gabarito na saída do banheiro. Absurdo!".

Por fim, para a internauta Natália Lira, até mesmo o uso de celulares não foi coibido. "Na minha sala, o fiscal entregava o saco e pronto. Não pediam que o celular fosse guardado imediatamente. Vi várias pessoas mexendo no celular enquanto a prova não chegava com o cartão de resposta na mesa. Só não tirou foto quem não quis e quem tinha bom senso!", finalizou.

(DOL)

Reações:

1 comentários:

Anônimo disse...

Isso parece piada os caras querendo burlar a lei pra entrar na polícia.