23 de agosto de 2015

CRIME AMBIENTAL: 12 SÃO PRESOS!

Operação Amazônia Legal prende 12 pessoas acusadas de fraudar sistemas de créditos florestais

Nota do Blog: Em Santarém, o serviço de inteligência cumpriu o mandado de prisão contra Paçoca as 5 horas da manhã e, diante da recusa em abrirem as portas para a Polícia, os mesmos arrombaram a porta e fizeram buscas na casa, sendo que encontram dois cheques dentro do cofre, cheques esses que estão na posse da Policia Civil.


A Polícia Civil e a SEMAS (Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Sustentabilidade) deslancharam, neste sábado, 22, a operação “Amazônia Legal”, que visa desarticular um esquema de fraudes na compra e venda de créditos florestais de empresas cadastradas no Sisflora.

– Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) e no Sisdof (Sistema de Controle Florestal) do Ibama. Ao todo, 12 pessoas foram presas, nas cidades de Belém, Santarém, Redenção, Tucuruí, Uruará e Novo Progresso, no Pará; Maceió em Alagoas e Itinga no Maranhão. Além dos mandados de prisão preventiva, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão em domicílios nessas cidades.

As informações sobre os resultados da operação foram apresentados em coletiva de imprensa, às 10 horas na Delegacia-Geral, em Belém. Estiveram presentes o delegado-geral, Rilmar Firmino; o secretário de Estado de Meio-Ambiente e Sustentabilidade (Semas), Luiz Fernandes Rocha, e a delegada Juliana Cavalcante, da Divisão Especializada em Meio-Ambiente (DEMA), responsável pela investigação. Ela conta que o trabalho investigativo teve início após o homicídio de Ananias Alex Silva dos Santos, na cidade de Uruará, em 27 de fevereiro deste ano, por volta de 15h30.

A vítima era um empresário do ramo madeireiro e atuava como “papeleiro”, responsável em realizar transações ilegais com diversos outros “papeleiros” que também vendiam créditos para “esquentar” madeira obtida de áreas que não podem ser defloradas. Foram presos Itamar Gomes de Vasconcelos, em Maceió; Paulo Sérgio da Silva, de apelido “Paçoca”, em Redenção; Willian Augusto Ribeiro de Andrade, em Tucuruí; Almir de Sousa Gomes, em Itinga (MA); Wellington de Oliveira Silva, em Itinga (MA); Marcello Gomes Tartaglia, em Tucuruí; Enio Jouguet Barbosa, em Belém; Charles Andrey Mezetti, de apelido “Cabeção”, em Santarém; César de Paula Cordeiro, de apelido “Koko”, em Novo Progresso; Sidnei Gomes, de apelido “Animal”, em Belém; Eudemberto Sampaio de Souza, de apelido “Beto”, em Uruará, e Elton Junior Santos de Castro, em Uruará. Estão foragidos Dionízio Pereira Filho Viana e Josiel Borgui Paulo.

Com a apreensão do aparelho telefônico de Ananias, foi possível identificar que a vítima agia para identificar empresas bloqueadas no Sisdof (Sistema de Documento Florestal) administrado pelo Ibama e no Sisflora, administrado pela Semas, com grande volume de créditos florestais disponíveis. As investigações mostravam que Alex providenciava o desbloqueio das empresas de forma fraudulenta através de Josiel Borghi Paulo, morador em Goianésia do Pará. As investigações mostram que Josiel foi o responsável em contratar um “cracker” para invadir e clonar as senhas de superintendentes regionais do Ibama em Belém e em Marabá, e outro no Rio Grande do Sul. Segundo a delegada Juliana, com as senhas “raqueadas”, foi possível o desbloqueio de empresas para acesso aos sistemas.

Ananias Alex tinha como sócios, nas madeireiras desbloqueadas, Elton Junior e Dionízio Pereira Filho Viana, de Tailândia. Tanto Elton quanto Dionizio atuavam na venda de créditos para outras empresas que necessitavam de guias florestais para acobertam madeira extraída de locais proibidos por lei. As investigações mostraram ainda que a associação criminosa é formada por Ananias e os demais acusados, além de outros até o momento não identificados. Após o desbloqueio das empresas, a organização criminosa, cada qual através de sua respectiva empresa madeireira, vendeu créditos para diversas empresas, tendo sido possível identificar apenas alguns dos compradores.

Ao todo, foram 23 empresas desbloqueadas acarretando a movimentação ilegal de 28.365,06 metros cúbicos e um total de R$ 10.736.715,66. A organização criminosa investigada possui atuação inclusive no Estado do Mato Grosso, Maranhão e Alagoas, cujos integrantes estão estruturados ordenadamente, voltados à prática do crime de estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso, lavagem de dinheiro, transporte ilegal de madeira, associação criminosa, entre outros crimes. As investigações prosseguem para chegar aos demais envolvidos no esquema criminoso.

Fonte: Júnior Ribeiro

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