15 de abril de 2015

MAIS UM PETISTA PRESO!! E SERÃO MAIS!!

PF prende tesoureiro do PT em nova fase da Operação Lava Jato

REDAÇÃO

15 Abril 2015 | 07:52

Polícia também cumpre mandado de condução coercitiva contra a mulher do petista e de prisão temporária contra a cunhada dele, suspeita de estar envolvida com o esquema na estatal

por Fausto Macedo, Andreza Matais e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi preso nesta quarta-feira, 15, em nova fase da Operação Lava Jato. O petista foi preso em casa, em São Paulo, e vai ser deslocado para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele é acusado de captar dinheiro de origem ilícita para o PT desde 2004, inclusive para as campanhas eleitorais da presidente Dilma Rousseff em 2010 e em 2014.


A PF também cumpre mandado de condução coercitiva contra a mulher de Vaccari, Giselda Rousie de Lima, e de prisão temporária contra a cunhada do petista, Marice Correa Lima, suspeita de estar envolvida com o esquema de corrupção investigado na Lava Jato.

Quebrando o sigilo de Giselda, a força-tarefa da Lava Jato encontrou depósitos não identificados de cerca de R$ 300 mil no período de três anos. O delegado ouviu a mulher de Vaccari em casa, segundo o advogado dela, e abriu mão de levá-la para a delegacia a fim de tomar seu depoimento como previa o mandado. Ela foi ouvida em casa para evitar o custo de transportá-la até Curitiba e depois trazê-la de volta a São Paulo.

A Receita Federal apontou “significativo incremento patrimonial” da filha do tesoureiro do PT. Relatório fiscal que embasou a ordem de prisão do tesoureiro e de sua cunhada, Marice, revela que Nayara Vaccari declarou rendimentos isentos e não tributáveis de R$ 311.680,44, sendo que seu patrimônio passou de R$ 441.704,58 em 31 de dezembro de 2012 para R$ 1.036.380,37 em 31 de dezembro de 2013.

Em coletiva de imprensa convocada nesta quarta, o procurador Carlos Fernandes falou ainda sobre a suspeita de operações de lavagem de dinheiro na conta da filha de Vaccari, Nayara de Lima Vaccari.

Ao justificarem a prisão de Vaccari, o procurador e o delegado argumentaram que há indícios concretos de que houve “reiteração criminosa” do tesoureiro após a ação penal no caso Bancoop.

Gráfica. Em novo depoimento à Lava Jato, prestado no dia 31 de março, o executivo Augusto Mendonça, da Setal Óleo e Gás (SOG) – uma das empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobrás -, afirmou que Vaccari pediu R$ 2,5 milhões, não em forma de doações ao PT, mas em pagamentos à editora Gráfica Atitude, sediada m São Paulo.

Segundo Mendonça, o tesoureiro solicitou que tais pagamentos fossem realizados para cobrir propagandas em revista pertencente à editora que mantém vínculos com o PT.

A Editora Gráfica Atitude Ltda, também investigada pela força tarefa, foi punida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda ilegal da campanha de Dilma em 2010. A empresa teria recebido R$ 1,5 milhão do esquema da Petrobrás a pedido do tesoureiro do PT João Vaccari Neto, apontado como operador do PT no esquema de corrupção da Petrobrás.

O pagamento à gráfica teria sido feita pela empresa de Mendonça, que tinha contratos com a petroleira a pedido de Vaccari. Os investigadores buscam a quebra dos sigilos bancários e fiscal da gráfica para avaliar se outras empresas do esquema da Lava Jato também fizeram pagamentos.

A gráfica foi punida juntamente com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) por fazerem propaganda eleitoral ilícita em favor da então candidata Dilma Rousseff, e contrária a José Serra, candidato do PSDB em 2010.

O petista foi denunciado criminalmente por ser apontado pelos investigadores da força-tarefa como operador de propina do PT no esquema de cartel e corrupção na Petrobrás. Ele é acusado de receber para o PT um porcentual da diretoria de Serviços da Petrobrás na época em que era comandada por Renato Duque. Vaccari é foco de sete frentes de investigação pelo Ministério Público Federal na Operação Lava Jato.

Nesta fase, estão sendo cumpridas quatro ordens judiciais: um mandado de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de prisão temporária e um de condução coercitiva. Todos em São Paulo.

Prisão injusta. O criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, que defende Vaccari, informou que vai entrar com habeas corpus para derrubar o decreto de prisão preventiva contra o tesoureiro do PT. “Fomos surpreendidos com esse mandado de prisão preventiva que foi cumprido. Não sabemos ainda as razões da decretação.”

D’Urso disse que considera “muito estranha a decretação dessa prisão preventiva uma vez que já há denúncia no processo que corre no Paraná – o tesoureiro do PT já é réu em ação penal por corrupção e lavagem de dinheiro.

“Vou agora examinar os fundamentos da ordem de prisão para impetrar habeas corpus e buscar a liberdade de Vaccari. Sua prisão é absolutamente injusta.”

Na semana passada, em depoimento à CPI da Petrobrás na Câmara, Vaccari negou envolvimento com pagamentos de propina. Aos parlamentares da comissão instalada na Casa para investigar irregularidades na estatal, o tesoureiro do PT alegou inocência e isentou o partido de envolvimento em malfeitos supostamente cometidos na Petrobrás.

Em seu depoimento, ele tentou também desqualificar as acusações que pesam contra ele em delações premiadas feitas por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás; Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da estatal; Alberto Youssef, doleiro e um dos principais focos da Operação Lava Jato; e Augusto Mendonça, executivo da Toyo Setal.

“As afirmações que são feitas nas delações premiadas, no que se refere à minha pessoa, não são verdadeiras”, repetiu à exaustão durante a sessão da CPI, na semana passada.


Reações:

2 comentários:

Anônimo disse...

Agora o novo tesoureiro do PT sera indicado pelo PCC. FATO

Anônimo disse...

Eles acreditam tanto que vão sair impunes, que mesmo com processo em investigação da operação lava jato, eles continuaram operando o esquema de propinas. Isso que é acreditar na justiça do país.