20 de janeiro de 2015

CASO PM-CASSITERITA - OUTROS RELATOS INCRIMINAM OS PMs!



Outro depoimento que reforça os fatos foi prestado pelo cabo Adib Pereira do Nascimento. Ele contou que no mês de maio de 2012 ouviu comentários de que Antônio Noia havia feito uma apreensão de cassiterita e que também houve apreensão do minério por policiais militares do serviço velado.

“Convém ressaltar – diz o promotor militar Armando Brasil na denúncia – que estranhamente policiais militares estejam relacionados na ordem de missão assinada pelo coronel Josafá e nela constem os nomes de Antônio Luiz Noia Silva, Fabrício Costa Ferreira e Adriano Melo de Castro.

Ao depor, a senhora Ana Maria Rausis dos Santos afirmou que em data que não recorda policiais militares estiveram na casa dela avisando-a de que haviam recebido denúncia sobre existência de armas que a mulher estaria guardando no interior da residência.

Ela permitiu que eles entrassem na casa, mas após revista e nenhum arma encontrada, os militares se apropriaram de certa quantidade de cassiterita.O sargento Raimundo Jurandir, por sua vez, narrou ter sido procurado por uma mulher que lhe contou que um homem conhecido por “Gauchinho”, acompanhado de quatro policiais militares, haviam agredido pessoas em um garimpo, apropriando-se de toda a produção de cassiterita.

O sargento, porém, negou que os quatro policiais fossem seus subordinados, mas repassou à mulher o telefone do tenente-coronel Julimar (Julimar Gomes da Silva, atual comandante da PM de Itaituba) para que ela o procurasse.

Jurandir relatou que depois tomou conhecimento, após conversa com o coronel Julimar, que os autores do crime foram os policiais militares Adriangelo Melo de Castro, Edson Carvalho Vieira, Fabrício Costa Ferreira e o soldado Fonseca, sendo que Castro e Fabrício pertenciam ao serviço reservado do CPR-X. Em uma folha da denúncia feita por Armando Brasil à Justiça Militar consta um auto de reconhecimento feito pelo garimpeiro Carlos Augusto Bento das Chagas onde ele aponta os soldados Ferreira e Castro como os PMs que auxiliaram “Gauchinho” a apreender toda a sua produção de cassiterita.

Armando Brasil destaca que as denúncias feitas em carta dos moradores de Moraes de Almeida foram encaminhadas ao coronel Josafá Borges, mas ele, de forma “estranha”, não tomou nenhuma providência de natureza legal, o que leva o Ministério Público Militar a concluir que o coronel “aderiu à conduta delituosa dos demais denunciados”.

No caso de “Gauchinho”, por ser civil, o envolvimento dele no caso terá de ser apurado pelo Ministério Público de Itaituba, que já recebeu cópia da ação penal militar com o relato dos fatos. Nenhum dos acusados foi encontrado em Itaituba ou Moraes de Almeida para comentar a denúncia do MPM.

(Diário do Pará)

Reações:

1 comentários:

Anônimo disse...

VAI DAR EM NADA.... O MINISTÉRIO PÚBLICO É UM ZERO À ESQUERDA. NÃO FAZ PN!