19 de novembro de 2014

JATENE SE VINGA DE NOSSA REGIÃO NO ORÇAMENTO DE 2015!!

“OS POLÍTICOS SANTARENOS VÃO FICAR CALADOS ? “. APENAS 28% DO ORÇAMENTO DO ESTADO DE 2015 SERÁ DESTINADO AO TAPAJÓS E CARAJÁS.


Governador Simão Jatene 

O vazamento da informação de que o projeto orçamentário do Estado para 2015 encaminhado pelo executivo, para ser apreciado pela Assembleia Legislativa, prevê investimento de apenas 2,68% do total do orçamento para a região de Carajás causou indignação no meio político e no setor produtivo.

O caso ganhou espaço na sessão da Câmara Municipal de Marabá (CMM), por meio do vereador Guido Mutran Júnior (PMDB). Ele criticou a falta de coerência do governador Simão Jatene (PSDB), pois este prega a descentralização do governo, mas destina 72% dos recursos para a zona metropolitana do Pará e os outros 28% distribui no restante do Estado.

Ainda de acordo com o vereador, o que os moradores da região querem é respeito do governador, que olhe o Estado como um todo. A ideia dele é formar uma comissão e ir até a Assembleia Legislativa do Estado. “Já que nós tanto produzimos e ajudamos na arrecadação do Estado, nós queremos que esse recurso chegue também ao município de Marabá para beneficiar as famílias que aqui moram”, declarou.

“Com sua prática discriminatória, ele (Simão Jatene) não apenas fomenta a divisão territorial, tornando-a cada vez mais justa, mas também quer nos tornar inimigo dos nossos irmãos paraenses, que não têm culpa do seu jogo político”, argumenta Guido Mutran.

O prefeito de Marabá, João Salame (PROS), também falou sobre o caso. Ele disse que, caso os deputados não modificarem o projeto, por meio de emendas, isso vai aprofundar ainda mais a divisão que existe no Estado. “O plebiscito já passou. Está na hora de unir o Estado e a gente só consegue fazer isso destinando mais recurso para as regiões mais abandonadas”, afirma Salame.

Ele também entende que está na hora de transformar o discurso de união do Pará em ações concretas. “Eu quero crer que o governador não leu atentamente este projeto de lei enviado para Assembleia e espero que ele reveja o posicionamento e corrigindo essa discriminação absurda”, observa Salame.(DOL)

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