18 de junho de 2014

R$70 BILHÕES PARA O OESTE DO PARÁ

A hora e a vez do oeste do Pará

Paulo Leandro Leal

A região oeste do Pará, mais precisamente os municípios que compõe o sonhado Estado do Tapajós, vive um momento ímpar em sua história: nunca tantos investimentos públicos e privados foram feitos na região. Nos próximos dez a quinze anos, mais de R$ 70 bilhões devem ser investidos na região, em projetos que vão desde a construção de grandes hidrelétricas, passando por pavimentação de rodovias e construção de portos, chegando a projetos de extração e verticalização mineral.

Diferentemente dos grandes projetos implantados na Amazônia no século passado, os empreendimentos em curso e planejados para a região chegam dentro de uma nova ótica: a do desenvolvimento sustentável. Isso agrega aos investimentos uma soma notável de recursos destinados à melhoria das condições de vida na região, além de desenvolvimento de projetos paralelos de geração de emprego e renda. Resumindo, temos uma oportunidade única de alavancar o desenvolvimento regional e transformar o oeste paraense numa das regiões mais prósperas do país.

Projetos como a construção de Belo Monte, do Complexo Hidrelétrico do Tapajós, a pavimentação da Transamazônica e da BR-163, a construção dos portos em Itaituba – apenas para citar alguns – vão injetar bilhões na economia regional, estimulando os mais variados segmentos econômicos.  Uma oportunidade para o crescimento dos negócios locais e para o estímulo das mais variadas cadeias produtivas regionais, além do incremento de tecnologia e incentivo à competitividade.

O desafio do setor privado regional é acompanhar estas mudanças, acreditar, investir e se capacitar para não ficar vendo o bonde de história passar. Grandes projetos exigem fornecedores especializados e capacitados. Além de uma mão de obra extremamente capacitada. É preciso se antecipar a estes investimentos e se preparar para este novo tempo, com investimentos na gestão profissionalizada dos negócios e na capacitação da mão de obra regional.

Do lado do setor público, cabe às lideranças aproveitar este momento para resolver problemas históricos, como a falta de infraestrutura nas cidades, melhorar a gestão pública e estruturar os pólos regionais para receber o fluxo populacional atraído pelos empreendimentos bilionários. Mas o desafio principal é criar políticas públicas de desenvolvimento que gerem alternativas a estes investimentos, que têm prazo para acabar.  Precisamos atrair indústrias, alavancar o turismo e aproveitar nosso potencial biológico.

É preciso empenho e união de todos no sentido de criar um círculo virtuoso de crescimento econômico e bem estar social, sem deixar de lado a preservação do meio ambiente. Com dedicação e esforço conjunto podemos construir uma região muito melhor para as futuras gerações.

* É jornalista, empresário e empreendedor da Amazônia
Fonte: http://www.vionorte.com.br/2013/06/a-hora-e-vez-do-oeste-do-para.html

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