25 de julho de 2013

O GALO DE CASA CANTOU MAIS ALTO NO TERREIRO DO MINEIRÃO

Galo supera Olimpia e acorda América com canto de campeão





Victor mais uma vez mostrou-se decisivo assim como Léo Silva, e Atlético-MG entra para a história
O Galo vai cantar 'campeão' madrugada adentro. Na virada desta quarta para quinta-feira, o Atlético-MG derrotou o Olimpia por 2 x 0 no tempo regulamentar (gols de Jô e Leonardo Silva) e não aproveitou o fato de jogar com um a mais na prorrogação, mas levou a melhor na disputa dos pênaltis e conquistou no Mineirão o título de melhor da América pela primeira vez.
O time treinado por Cuca teve muito mais espaço nos 30 minutos extra e não foi capaz de balançar a rede olimpista pela terceira vez. Contudo, nos pênaltis o goleiro Victor mais uma vez brilhou. Ele defendeu a primeira cobrança adversária, mal efetuada por Miranda, e abriu o caminho para o triunfo decisivo. Depois de Alecsandro, Guilherme, Jô e Leonardo Silva converterem a favor dos donos da casa, Aranda chutou a bola no travessão e decretou o resultado final.
O Olimpia até jogou inteligentemente, a princípio, após ter vencido o jogo de ida por 2 a 0, em Assunção. Entretanto, depois de não se arriscar na etapa inicial desta quarta-feira, falhou com menos de um minuto do segundo tempo e deixou Jô abrir o placar. Mais tarde, perdeu Manzur expulso. E, com um a menos, um cabeceio lento de Leonardo Silva teve a rede como endereço final, forçando a prorrogação. Estava desenhado o cenário negativo para o Rey de Copas.
Após uma semana de muita expectativa, o dia chegou. O Atlético Mineiro entrou em campo para disputar o título mais importante de sua história, na noite desta quarta-feira (24), contra o Olimpia, do Paraguai, pela decisão da Libertadores da América. Em uma partida recheada de fortes emoções, a torcida, enfim, soltou o grito de campeão.
No tempo normal, os gols do atacante Jô e do zagueiro Leonardo Silva levaram a decisão para a prorrogação, jogada em 30 minutos de pura angústia, ansiedade e nervosismo. Com a manutenção do empate, decisão para as penalidades máximas.
Na marca da 'cal', ninguém brilhou tanto na Libertadores como o goleiro do Atlético Mineiro. Victor, ou 'São Victor' para os atleticanos foi decisivo, mais uma vez. O goleiro pegou um e contou com uma bola na trave para ajudar o clube mineiro a sagrar-se campeão.
Com o título inédito, Cuca e seus comandados ganham o direito de disputa do Mundial de Clubes, que será no final do ano e terá concorrentes como Bayern de Muniques, da Alemanha, e que conquistou a Liga dos Campeões.
LIBERTADORES:
Atlético-MG 1 x 0 Olimpia - Na base do entusiasmado de uma multidão no estádio Mineirão, o Galo começou a partida indo pra cima do rival paraguaio. O Atlético esboçou uma verdadeira blitz nos primeiros minutos, mas encontrou um Olimpia bem postando e, mais uma vez, um goleiro Martin Silva atento, impedindo a festa da torcida de forma precoce.
Nos minutos seguintes, o meia Ronaldinho Gaúcho começou a fazer jogadas daquelas conhecidas pelo torcedor. A dupla Jô e Diego Tardelli tentaram aproveitar e levaram bastante perigo, mas, até então, não conseguiram furarar a retranca paraguaia.
O Olimpia, aparentemente bastante concentrado na parte tática e marcando bem as referências da equipe mineira, aproveitava alguns contra-ataques para mostrar que estavam no jogo. Aos 30 minutos, inclusive, quase saiu na frente do placar. O meia Alejandro Silva partiu para a cima da marcação e mandou um chute forte, mas o goleiro Victor estava bem e defendeu, assustando o torcedor.
Em lance bem característico em finais, principalmente na Libertadores, a catimba também apareceu. Na marca de 40 minutos do primeiro tempo, Aranda e o volante do Galo, Josué, trocaram farpas, iniciando um tumulto, logo contornado pela arbitragem.
O nervosismo nas arquibancadas e dentro de campo diminuíram as chances criadas pelo clube mandante. O Atlético Mineiro passou a errar passes importantes e foi para os vestiários no final do primeiro tempo ainda precisando do resultado, de mais três gols.
Logo que a bola voltou a rolar para o segundo tempo, a torcida do Atlético Mineiro já teve motivos para comemorar e soltar o grito de gol da garganta. No primeiro minuto, o Galo fez bela jogada no lado direito. Em bola cruzada para a área, a zaga do Olimpia falhou e o atacante Jô, oportunista, aproveitou para bater no canto direito do goleiro. 1 a 0.
Aos quatro minutos, Ronaldinho driblou os marcadores e mandou para Bernard, que cruzou para Diego Tardelli chutar, de primeira, mas o goleiro Martin Silva fez grande defesa. Na sobra, Jô cabeceou, mas foi para fora, levantando de vez a torcida atleticana no Mineirão.
Após o gol, a emoção foi a tônica do confronto que valeu o título. O Atlético, empurrado pela massa, passou a ir ao ataque na força e vontade, explodindo bola no travessão e exigindo bastante do goleiro Martin Silva. O Olimpia, por sua vez, passou a se dedicar quase que integralmente ao sistema defensivo.
Aos 30 minutos, a torcida mineira teve forte emoção. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Ronaldinho Gaúcho, fora da área. Ele bateu para o gol e contou com desvio da zaga, mas o goleiro mostrou reflexo e defendeu. Na sobra, quase em cima da linha, Diego Tardelli chutou por cima da trave, mas o árbitro já marcava posição irregular do atacante.
Aos 40 minutos, enfim, um alívio para a torcida do Atlético Mineiro. Após uma grande pressão na defesa do Olimpia, a bola veio na cabeça do zagueiro Leornado Silva, que cabeceou alto, 'morrendo' caprichosamente no fundo da rede. 2 a 0 e resultado que levava para a prorrogação.
E com milhares de corações nas mãos, os jogadores do Galo conseguiram levar o jogo para a prorrogação.
Quando a prorrogação começou, o ritmo intenso da partida não diminuiu. Aos oito minutos veio o lance mais perigoso. Guilherme, que entrou no decorrer do jogo, cruzou na cabeça do zagueiro Rever, que testou forte, mas bateu no travessão e não entrou.
Com o passar do tempo, a organização tática era o que menos importava na equipe do técnico Cuca. Zagueiros e volantes frequentemente se aventuravam ao ataque. Aos 12 minutos, em uma boa chegada dos homens de trás, o volante Josué ficou de frente para o 'crime', mas chutou por cima, raspando a trave de Silva.
No segundo tempo da prorrogação, o cansaço e a cautela fizeram um jogo mais morno. O Galo, precavido em ser surpreendido em casa, se restabeleceu taticamente e defensivamente. O Olimpia até chegou a assustar, especialmente nas bolas paradas, mas o destino da Libertadores 2013 estava traçado para ser decidido nos pênaltis.
Na primeira cobrança, Miranda foi para a bola, bateu no meio, mas brilhou a estrela de Victor, que defendeu no centro do gol.
Alecsandro foi para a primeira cobrança do Galo. Pegou distância, correu e bateu no canto direito de Martin Silva, no alto. Abrindo vantagem nas penalidades.
Ferreyra cobrou o segundo do Olimpia e chutou no canto direito de Victor, que pulou certo na bola, mas não conseguiu tirar. 1 a 1.
Gulherme, segunda cobrança do Atlético, deu uma pequena parada antes de bater na bola, mas teve categoria para colocar no canto de Silva. 2 a 1.
Candia foi para a cobrança do Olimpia e bateu forte, no meio do gol. 2 a 2.
Jô, diferente de contra o Newell's, bateu com categoria e converteu seu pênalti. 3 a 2.
Aranda também chutou forte e no meio, não dando chances para Victor. 3 a 3.
Leonardo Silva também fez bonito, e cobrou no canto direito de Silva. 4 a 3.
Gimenez caminhou para a última cobrança do Olimpia, mas chutou na trave, dando o título inédito do Atlético Mineiro na Libertadores, para delírio da massa!
Fontes: Folhauol, orm, Placar e globo.com

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