3 de junho de 2013

QUE PAÍS É ESTE?


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 Atualmente, muito se tem falado sobre as grandiosas obras para a Copa das Confederações e Copa do Mundo de 2014 aqui no Brasil, principalmente pela TV Globo, que tem no Fantástico um quadro denominado “Vamos Fazer Bonito!”, que relata as agruras que estão e serão sentidas pelos turistas que virão participar dos eventos acima mencionados; obras que abarcam o setor aeroviário, com a construção/reforma/ampliação de diversos aeroportos pelo Brasil afora; obras de sinalização de ruas e logradouros públicos para os turistas (veja, leitor, que essas obras são sempre destinadas aos turistas e que, caso não houvesse a realização desses eventos, não haveria preocupação da Globo – e de outras emissoras -, para a melhoria de nossas necessidades básicas).
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Os valores dessas obras sempre começam na cifra dos milhões de reais, geralmente na casa de dois dígitos, mas que, invariavelmente, sempre antes da obra terminar, já estão nos três dígitos; quando não terminam na casa do bilhão. Domingo último, no Fantástico, mostrou-se o valor de uma obra (que muitos chamam de ‘puxadinho’) no Aeroporto de Guarulhos/SP, ao custo de R$85 milhões, mas que antes da inauguração, veio ao chão. Um tremendo prejuízo ao contribuinte. Sem falarmos das inaugurações de obras inacabadas. Vide a 'inauguração' do Macaranã!
Esses gastos astronômicos também são aplicados na construção dos estádios, que ficarão ociosos, principalmente em Estados que não têm tradição futebolística, como Amazonas, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Mato Grosso.

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Mas, e a Saúde do brasileiro, como está sendo tratada diante desses mega eventos e investimentos? Quais os valores a serem investidos na melhoria da Saúde Pública?
Conforme o portal http://www.portal2 014.org.br/central-de-noticias/, há uma previsão de aplicação da quantia de R$1,9 bilhão, entre 2011 a 2014, na Saúde, mas somente nas cidades sedes. Quanto ao resto do Brasil, não terá nem as sobras desse valor (que após os términos das obras, estará bem aquém dessa quantia). Mas na última sexta-feira, no canal GloboNews, no programa ‘Profissão: Repórter’ a pauta foi sobre os problemas dos Hospitais Públicos no Brasil, fazendo uma radiografia dos imensos problemas enfrentado pela população mais carente, sendo necessária a intervenção judiciária para que pacientes possam ser alocados em UTIs.
Em Cuiabá/MT (uma das sedes para a Copa do Mundo), a repórter acompanhou o drama de duas crianças (Hiann e Luan) para que houvesse a transferência dessas para UTIs, inclusive teve a presença do Secr. De Saúde do Estado, mas que, mesmo com a interferência do Secretário de Saúde, a criança Hiann, faleceu pela demora no atendimento. O mesmo ocorreu com uma dona de casa em São Paulo.
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Hospitais infantis onde as mães, com filhos recém-nascidos, ficam deitadas em colchões colocados no chão, próximas a baratas e outros insetos. Falta de UTIs neonatais e para adultos. Essa é a realidade da Saúde Pública brasileira.
Um pai de família saiu de Picarras/PA, ante a falta de estrutura médica, para Taguatinta/DF, percorrendo mais de 1.400 Km, a fim de tratar sua filha. Aqui mesmo em Itaituba, localizada no Oeste do Pará, em um estado com mais recursos que o Piauí, várias pessoas procuram atendimento médico naquele estado do Nordeste ante a falta de interesse de nossos governantes em atentar para a saúde de seu povo, que fica à mercê da sorte para não ficar doente, e não precisar de atendimento médico. Mas não precisamos ir tão longe para ver a realidade da saúde deste tão imenso e desprezado País.
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Em Itaituba, nossa gestora preferiu instalar aparelhos de filmagem no Hospital Municipal, construir praça, a consertar o aparelho de Raio-X, comprar remédios para os Postos de Saúde, pagar melhores salários aos servidores da saúde pública. Mas os culpados não são ele(a)s. Somos nós, pois quando chega uma eleição, sempre queremos defender a mesma Bandeira($$$$$). E a saúde somente a tem quem tem Plano de Saúde. Ou dinheiro em caixa.

Reações:

1 comentários:

Anônimo disse...

Caro Norton, isto tudo só comprova o poder arrecadatório do Brasil, o problema realmente ainda é esta divisão na despesa que sempre foi e sempre será o grande gargalho para o crescimento deste país...lamentável.. Ass: Chico Jr.