17 de junho de 2013

AUMENTAM OS PROTESTOS. E O VANDALISMO

Em São Paulo,manifestantes fecham avenidas e marcam novos protestos para amanhã (18/06)

Manifestações são pacíficas e legítimas, diz Dilma

Presidente afirma, por meio de assessoria, que está encarando normalmente os atos, que são legítimos


BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff considera que as "manifestações pacíficas são legítimas e próprias da democracia". A afirmação de Dilma foi transmitida nesta segunda-feira, 17, pela chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, segundo a qual a presidente ainda afirmou que é "próprio dos jovens se manifestarem".

É preciso entender, e não desqualificar, disse FHC sobre protestos em SP

Avaliação do ex-presidente se contrapõe ao que disse o governador Geraldo Alckmin na semana passada

Gabriel Manzano - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Desqualificar os protestos dos jovens em São Paulo e outras capitais "como se fossem ação de baderneiros" constitui, na avaliação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, "um grave erro". Para ele, "dizer que (essas manifestações) são violentas é parcial e não resolve".
A avaliação do ex-presidente se contrapõe ao que havia feito, até o final da semana passada, o governo tucano de Geraldo Alckmin, em São Paulo. A partir desta segunda-feira, 17, o governador recuou, proibiu ações policiais violentas e admitiu dialogar com os manifestantes.
Na análise que fez para o Estado ontem de manhã - antes das manifestações da tarde -, FHC aconselhou: "Justificar a repressão é inútil: não encontra apoio no sentimento da sociedade. Por isso, "é melhor entendê-las", perceber que essas manifestações "decorrem da carestia, da má qualidade dos serviços públicos, das injustiças, da corrupção".
Ele recorreu a um dos mais respeitados estudiosos dos problemas contemporâneos, o espanhol Manuel Castells. "Reações em cadeia, utilizando as atuais tecnologias de comunicação, constituem marca registrada das sociedades contemporâneas, como meu velho amigo e colega Manuel Castells mostrou há tantos anos." Daí a sua conclusão de que desqualificar os protestos não funciona. A saída é entender, não reprimir.
"Quem tem responsabilidade política deve agir, entendendo o porquê desses acontecimentos." Esse entendimento pressupõe buscar a razão da insatisfação geral com os governos. As manifestações "decorrem de um sentimento difuso de descontentamento e do desejo de um tratamento digno para as pessoas", concluiu. 

Polícia joga bombas e gás em manifestantes no Rio


Prédio da Assembleia Legislativa do RJ
FÁBIO GRELLET, FELIPE WERNECK, HELOISA ARUTH STURM E SÉRGIO TORRES - Agência Estado
RIO DE JANEIRO - O centro do Rio é palco, nesta segunda-feira, 17, da maior passeata da série de protestos contra o aumento no preço das passagens de ônibus ocorrida na cidade. Cerca de 20 mil pessoas participaram. Tudo ia bem até perto das 20 horas, quando um pequeno grupo subiu as escadarias da Assembleia Legislativa do Rio para tentar invadir o prédio.
Eles estavam em quantidade 133 vezes maior do que a de policiais militares (eram 150, segundo dado oficial da corporação), que se refugiaram dentro da Assembleia e jogaram gás de pimenta e bombas de efeito moral de dentro do edifício para fora. Um carro que estava estacionado do lado da Alerj foi virado e incendiado.
A reação policial aconteceu quando alguns poucos manifestantes soltaram rojões em direção à escadaria da Alerj, que estava desde cedo protegida por PMs. Os policiais então soltaram as bombas. Um deles foi espancado por um grupo de rapazes, encapuzados - uma ínfima minoria entre milhares de manifestantes que já tinham ido embora.
Vandalismo na ALERJ -Folhauol
O estudante Matheus Poppe, de 17 anos, ficou até o fim da manifestação, mas criticou quem atacou a Alerj. "Eu vim aqui para outra coisa. Estava disposto a dar meu sangue, mas assim está demais. Estava tudo pacífico." O estudante Rodrigo Nogueira, de 23, veio de Angra dos Reis, no sul do estado, e também lamentou o que aconteceu. "Isso não é manifestante. Acaba atrapalhando tudo. Picharam o Paço Imperial, que é patrimônio nosso".
Texto e imagens: Estadao.com

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