12 de janeiro de 2013

MPF/PA QUER MENORES DE 6 ANOS MATRICULADOS

MPF/PA quer que menores de 6 anos tenham direito a matrícula no ensino fundamental

Ação pede que Justiça autorize matrículas de crianças que tiverem capacidade comprovada


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O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) pediu à Justiça o cancelamento de normas que impedem que crianças menores de 6 anos de idade sejam matriculadas no ensino fundamental. Segundo a ação judicial, crianças com capacidade comprovada para ingressar no ensino fundamental devem ter assegurado o direito à matrícula.
A ação foi ajuizada no final de dezembro pelo procurador regional dos direitos do cidadão no Pará, Alan Rogério Mansur Silva. Caso a Justiça Federal acate os pedidos do MPF/PA, a autorização para matrículas vai valer para escolas públicas e particulares somente no Pará e nos casos em que for comprovada a capacidade intelectual da criança mediante avaliação psicopedagógica feita pela entidade de ensino.
Mansur Silva pediu a suspensão imediata das Resoluções 1 e 6, de 2010, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que proíbem a matrícula no ensino fundamental de crianças que não tenham completado seis anos até 31 de março do ano letivo.
“A idade mínima estabelecida pelo Ministério da Educação vale, sim, como um parâmetro de avaliação para escolas públicas e privadas, mas não pode impedir o acesso de crianças quando comprovada, em avaliação individual psicopedagógica, que não haverá qualquer prejuízo o acesso para criança de idade diferenciada, mas que já esteja apta a cursar as séries respectivas”, registra o texto da ação.
Para o MPF/PA, ainda que o Conselho Nacional de Educação tenha se baseado em pesquisas e experiências práticas para estabelecer seus critérios de matrícula, a capacidade de aprendizagem da criança deve ser analisada de forma individual, e não genérica.
Impedir que crianças capacitadas sejam matriculadas é violar a Constituição, critica Mansur Silva. A ação do MPF/PA ressalta que as resoluções do CNE violam a garantia de acesso aos níveis mais elevados de ensino, segundo a capacidade de cada um, e o princípio constitucional da isonomia, pois tratam todas as crianças da mesma forma, sem considerar as peculiaridades de cada uma.
Em 2011, o MPF/PE fez o mesmo pedido à Justiça Federal em Pernambuco e conseguiu que naquele Estado o critério de seis anos de idade em 31 de março não fosse proibitivo.
NOTA DO BLOG: SE A CRIANÇA FOI APROVADO É PORQUE ELA PASSOU POR AVALIAÇÕES AO DECORRER DE TODO O ANO LETIVO, E ISSO JÁ A HABILITA A CURSAR A SÉRIE PARA A QUAL FOI APROVADA. PORTANTO, OPINIÃO DO BLOG, NÃO HÁ NECESSIDADE DE SE FAZER UMA AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA, PRINCIPALMENTE POR SER A ESCOLA A ENCARREGADA DE TAL AVALIAÇÃO. OU SERÁ QUE A ESCOLA IRÁ CONTRADIZER, EM SUA AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA, A APROVAÇÃO DO ALUNO QUE FOI AVALIADO, PELA MESMA ESCOLA, DURANTE TODO O ANO?
OUTRA QUESTÃO A SER SUSCITADA. RESOLUÇÃO NÃO TEM FORÇA DE LEI.
EXISTEM ESCOLAS EM ITAITUBA QUE ESTÃO ADOTANDO TAL RESOLUÇÃO, MAS VÁRIOS PAIS JÁ ACIONARAM A JUSTIÇA, E GANHARAM, PARA QUE SEUS FILHOS SEJAM MATRICULADOS.
Processo nº 0034041-45.2012.4.01.3900 – 2ª Vara Federal em Belém
Íntegra da ação
Acompanhamento processual 

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