5 de dezembro de 2012

VÍCIO NA LEITURA. BONS EXEMPLOS.


No Colégio Pedro II, leitura reforça o aprendizado geral


No Colégio Pedro II, uma das prioridades dos professores é estimular os estudantes a ler e a produzir textos dos mais variados gêneros para, dessa forma, se tornarem cidadãos com leitura crítica do mundo (foto: arquivo do CP II)A leitura e a compreensão de textos são os pontos mais enfatizados nas aulas de língua portuguesa no Colégio Pedro II, campus de São Cristóvão II e III, no Rio de Janeiro. De acordo com a professora Elaine Barbosa Ramos, chefe do Departamento de Português e Literaturas de Língua Portuguesa, um bom leitor dificilmente deixará de ser bom aluno em outras matérias, pois a leitura contribui para que o estudante se torne um ser pensante. O departamento abrange turmas do ensino médio e do sexto ao nono ano do ensino fundamental.

“Queremos que os leitores se tornem cada vez mais eficientes”, afirma Elaine. “Alunos que se destacam na leitura e escrevem textos mais sofisticados são, geralmente, os melhores do colégio.”
Segundo a professora, a maior preocupação da instituição é estimular os estudantes a ler e a produzir textos dos mais variados gêneros para, dessa forma, se tornarem cidadãos com leitura crítica do mundo. Há 25 anos no magistério, Elaine tem bacharelado e licenciatura em português e suas literaturas, com especialização na área. 

No colégio, as estruturas gramaticais não são estudadas de forma isolada, mas a partir de textos literários. “Faz mais sentido para os alunos perceber como o objeto direto se constrói em uma determinada frase”, exemplifica a professora. Assim, no ensino fundamental, os estudantes vão encontrar as estruturas gramaticais em textos ligados a mitos e lendas, por exemplo. Além disso, muitas vezes, os professores precisam usar textos retirados dos jornais e da realidade dos alunos. “Por mais que o livro didático seja ágil, não consegue chegar a esse ponto”, destaca Elaine.
Resistência — Na visão do professor José Antônio Cavalcanti, que dá aulas a seis turmas do terceiro ano do ensino médio, há muita resistência à leitura entre os adolescentes. “É um trabalho imenso tentar despertar o interesse e a curiosidade”, avalia.
Doutor em ciência da literatura e graduado em português e suas literaturas, Cavalcanti atua com dedicação exclusiva. Além de lecionar, desenvolve projetos de material didático — textos e apostilas — para complementar o conteúdo dos livros. “Uma boa preparação de textos e conteúdos gramaticais é essencial”, afirma. 
O professor acredita que valorização do ensino de língua portuguesa deve ser permanente para ajudar a formar cidadãos autônomos. Deve ainda ser aprofundada, em razão da multiplicidade da linguagem pela internet. Nesse aspecto, ele ressalta a importância de o estudante evitar a prática de copiar trabalhos publicados no meio virtual. “Para combater isso é preciso fazer o aluno compreender que a linguagem é ele mesmo e ele é a linguagem que utiliza”, salienta. 

Fátima Schenini

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