26 de outubro de 2012

AINDA SOBRE O DISCURSO DE DUDIMAR


O discurso do deputado Dudimar, feito em Brasília/DF, tem várias facetas, dependendo de quem analisa e este blogueiro, caiu na mais fácil. Criticar sem analisar esses vários aspectos da postagem, retirada de outro blog. Confesso que o tempo despendido em meu trabalho deixa-me, às vezes, sem esse tempo, tão necessário para uma análise, no mínimo razoável, principalmente quanto ao título daquela postagem. Minhas mais sinceras desculpas!
No título da minha postagem, há preocupação com o meio ambiente, no qual o ser humano esteja incluso. Muito se fala na proteção ao Meio Ambiente, mas proteção a macacos, cobras, jacarés e etc, como se o ser humano não fizesse parte e nem seja necessária sua preservação nesse bioma amazônico.
Feita esta mea-culpa, assinalo que comungo da preocupação do deputado Dudimar com a sobrevivência do rio Tapajós, sobrevivência esta que nos alcança, moradores das cidades às margens de tão esplendido rio e de seus ribeirinhos, que necessitam das riquezas oferecidas por ele (rio). Mas temos que fazer uma análise dessa destruição, sem as amarras da emoção. Lembro-me que há anos, em conversas com o dr. José Antunes, que versava sobre os desmatamentos ilegais feitos por vários madeireiros, indaguei-lhe da necessidade de se ACIONAR o Ministério Público (Estadual/Federal) para uma efetiva ação no sentido de se COBRAR da SEMMA estadual a liberação ou não, dos manejos florestais. Disse ainda que a SEMMA estaria praticando o comércio inerente ao serviço público em vários setores: CRIAR DIFICULDADES, PARA VENDER FACILIDADES.
Salvo engano, no início do ano saíram matérias em vários jornais com denúncias sobre a SEMMA, a respeito da venda de facilidades aos madeireiros, que atingiram o atual Dep. Federal Puty(PT) e o Dep. Estadual Gabriel Guerreiro(PV).

Hoje, por causa do discurso do Deputado Dudimar, já se fala nessa cobrança, havendo uma movimentação de vários setores para fazer uma avaliação da real situação nesses garimpos. Também concordo com as palavras do prefeito Valmir Climaco, quanto a irmos atrás das soluções para esses problemas. Mas há um início e, para o bem ou para o mal, o Deputado Dudimar foi o grande incentivador dessa movimentação.

A instalação dessas dragas, assim como das PCs só é possível, na forma em que estão, pela falta de presença do Estado em nossa região, pela falta de interesse de agir de nossa Câmara de Vereadores, de nossos empresários da área de mineração, que atuam dentro da legalidade. A imensidão do território paraense, aliada com a falta de política desenvolvimentista, com estudos dos impactos ambientais  para a área extrativa mineral e vegetal especificamente para nossa região, que tem o distrito aurífero do Tapajós, possivelmente o maior do mundo, além de imensa riqueza vegetal (madeiras e outros), é destino de vários aventureiros em busca de riqueza fácil, deixando-nos somente as mazelas sociais e ambientais, tão conhecidas em nossa região.

O momento agora é de união de todos os setores da sociedade civil. Não podemos deixar passar essa oportunidade de lutarmos por uma Itaituba melhor, onde a riqueza aqui gerada, proporcione-nos desenvolvimento social e cultura. O alerta foi dado. 

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