Desperdício de dinheiro público!

Governo da Prefeita Eliene Nunes Joga dinheiro no ralo em obra que não deu certo 2 vezes (Ponto de Moto-taxi).

AÇÃO SORRISO!

Ajudando A Criar Um Mundo Melhor!

Valmir Climaco, Trabalhando Para Desenvolver a Região!

Bela Orla, calma e serena!

Uma das mais lindas paisagem desta região, o Rio Tapajós!.

23 de maio de 2017

EMPREGO - MTE LANÇA APP PARA FACILITAR BUSCA DE EMPREGO

Aplicativo já está disponível para smartphones com sistema Android, que representam quase a totalidade do público-alvo do Sine

(foto: Reprodução / Sine Fácil / Sine Fácil)

Brasília - Em meio ao cenário de elevado desemprego, o Ministério do Trabalho lançou nesta terça-feira, o aplicativo "Sine Fácil" para que os trabalhadores possam buscar vagas disponíveis no Sistema Nacional de Emprego (Sine) por meio de celulares e tablets. A ferramenta ainda vai permitir aos brasileiros acompanhar os pagamentos do seguro-desemprego e acessar informações sobre o abono salarial, entre outros serviços.

"Temos 13 milhões de pessoas que estão desesperadamente buscando oportunidade de trabalho. Certamente alguns deles não conseguem vaga pela ausência de agência Sine. Agora eles poderão ter acesso a essas vagas disponíveis", afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. De acordo com o ministro, o Sine oferece 50 mil vagas diárias.


O aplicativo já está disponível para smartphones com sistema Android, que representam quase a totalidade do público-alvo do Sine. No futuro, haverá suporte também para iOS. Segundo o ministro trata-se de uma iniciativa para "melhorar as relações de trabalho" e dar mais eficiência à prestação de serviços.

A ferramenta foi desenvolvida pela DataPrev e vai proporcionar uma redução na pressão que existe hoje sobre a rede de atendimento do Sine. O sistema conta com 51,2 milhões de trabalhadores cadastrados e realiza cerca de 300 mil atendimentos diários, mais da metade deles sobre seguro-desemprego e intermediação de mão de obra.

"Haverá diminuição da pressão sobre a rede de atendimento, e o trabalhador não precisa se deslocar, pagar passagem, para ir a uma unidade do Sine", destacou o gerente do DataPrev Flávio Robson Sampaio. Além disso, o aplicativo vai permitir o acesso em locais onde não há agências Sine.

Pelo Sine Fácil, o trabalhador poderá consultar vagas de emprego de qualquer local e em qualquer horário, de acordo com seu perfil profissional, bem como agendar entrevistas com empregadores. A ferramenta permite ainda acompanhar a situação do benefício do seguro-desemprego. Numa segunda fase, a ideia é expandir o cardápio de serviços disponíveis por meio do aplicativo.

Para os empregadores, por sua vez, o aplicativo vai permitir verificar currículos e selecionar trabalhadores para participar de processos seletivos.

Segundo os técnicos do DataPrev, 1,4 milhão de trabalhadores já tem o "QR Code", uma espécie de código de barras que serve de código de acesso, necessário para que o trabalhador possa utilizar o aplicativo.

Quem ainda não tem o código pode obtê-lo no portal Emprega Brasil (empregabrasil.mte.gov.br), também lançado nesta terça, nas unidades de atendimento do Sine, no termo de homologação da rescisão contratual ou na solicitação do seguro-desemprego.

Após instalar o aplicativo, o trabalhador deverá digitalizar o código utilizando a câmera fotográfica. O código de acesso é individual, e o sigilo de informações é garantido, destacou Sampaio. (Idiana Tomazelli)

CASO JBS - A DELAÇÃO QUE É UM ESCÂNDALO!

A delação do empresário da JBS é escandalosa, e não apenas pelos crimes relatados. As histórias que a cercam são de enorme gravidade, indicando, no mínimo, o pouco cuidado com que se tratou um material com enorme potencial explosivo para o País

O Estado de S.Paulo


O vazamento da delação de Joesley Batista na semana passada deixou uma vez mais o País profundamente consternado, ao envolver em ações criminosas graduados personagens da vida nacional, a começar pelo presidente da República, Michel Temer.

Surpreende que denúncias tão graves tenham sido divulgadas – assumindo, assim, ares de veracidade – sem que nada do que delas consta, e tampouco as circunstâncias que envolvem os fatos, tenha sido averiguado previamente. Tal açodamento foi, no mínimo, irresponsável. Haja vista as consequências da divulgação nos campos político, econômico e financeiro.

A delação do empresário da JBS é escandalosa, e não apenas pelos crimes relatados. As histórias que a cercam são de enorme gravidade, indicando, no mínimo, o pouco cuidado com que se tratou um material com enorme potencial explosivo para o País.

Em primeiro lugar, causa escândalo o fato de que a principal notícia vazada na noite de quarta-feira passada não foi confirmada e, mesmo assim, o Ministério Público Federal (MPF) não fez qualquer retificação. Foi afirmado que um áudio gravado por Joesley Batista provava que o presidente Michel Temer havia dado anuência à compra do silêncio de Eduardo Cunha e de Lúcio Funaro. Ainda que a conversa apresentada seja bastante constrangedora para o presidente Michel Temer pelo simples fato de ter sido travada com alguém da laia do senhor Joesley Batista, das palavras ouvidas não se comprova a alegada anuência presidencial. Ou seja, aquilo que tanto rebuliço vem causando na vida política e econômica do País desde a semana passada não foi comprovado e, pelo jeito, não o será, pelo simples fato de não existir.

Como o Broadcast – serviço de notícias em tempo real da Agência Estado – revelou no sábado passado, a gravação da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer no Palácio do Jaburu não foi periciada antes de ser usada no pedido de abertura de inquérito contra o presidente. Ou seja, nem mesmo essa medida de elementar prudência foi adotada pelo Ministério Público Federal. Em razão de a denúncia envolver altas personalidades, seria crucial dar os passos processuais com extrema segurança, até mesmo para evitar eventual nulidade da ação e consequente impunidade dos eventuais culpados. Tudo indica, no entanto, que o principal objetivo do MPF era obter notoriedade, e não fazer cumprir a lei.

A fragilidade da delação de Joesley Batista não se esgota nesses pontos. De forma um tanto surpreendente, o MPF não apresentou denúncia contra o colaborador, como se a revelação dos supostos crimes cometidos pelo presidente da República e por outros nomes importantes da vida nacional fosse suficiente para remir a pena do criminoso confesso. Trata-se de evidente abuso, a merecer pronta investigação da Justiça. Se, como o MPF denuncia, os crimes foram tão graves e abrangem toda a política nacional, é um grave e escandaloso erro – para dizer o mínimo – conferir perdão a quem os perpetrou e lucrou abundantemente. Note-se que a lei proíbe que se dê imunidade aos líderes de organização criminosa. Não seria essa a função dos senhores Joesley e Wesley Batista nos acontecimentos em questão?

Além disso, até o momento não foi apresentada uma possível razão que justificasse o procedimento seguido pelo MPF e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à delação de Joesley Batista. Como não estava ligado à Operação Lava Jato, o caso deveria ter sido distribuído por sorteio, e não encaminhado diretamente ao ministro Edson Fachin.

A delação de Joesley Batista ainda expõe o Ministério Público em dois pontos muito sensíveis. O delator contou que o procurador Ângelo Goulart Villela, mediante pagamento de R$ 50 mil mensais, era seu informante dentro do MP. Ora, tal fato leva a checar com lupa todos os passos do empresário nesse processo de colaboração. Além disso, um procurador da República, que atuava muito próximo a Rodrigo Janot, deixou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para trabalhar no escritório que negocia com a própria PGR os termos da leniência do Grupo JBS. Tudo isso sem cumprir qualquer quarentena.

Ansiosamente, o País espera que avance o combate à corrupção. Tal avanço deve ser feito, porém, de forma menos descuidada.

22 de maio de 2017

ITAITUBA/PA - AMANHA E QUARTA-FEIRA CELPA FARÁ CADASTRO PARA TROCA DE GELADEIRAS!

Dando continuidade à sua programação de troca de geladeiras velhas, mas em funcionamento, por novas aparelhos, a concessionária de energia elétrica Centrais Elétricas do Pará realizará na orla da cidade nos dias 23 e 24 (terça e quarta-feira) deste mês, cadastro para troca de geladeiras, programa esse que faz parte do projeto Comunidade Eficiente Celpa. 

Para tanto, a Celpa vai realizar o cadastro de 340 clientes residenciais de baixa renda e que têm interesse em trocar geladeiras ineficientes por modelos novos e mais econômicos.

A ação faz parte do Projeto Comunidade Eficiente que a concessionária desenvolve em todo o estado do Pará. O cadastro será no Barracão de Santana, localizado na orla da cidade, das 8h30 às 12h e de 14h às 17h. No total, serão substituídas 120 geladeiras para os clientes cadastrados na Celpa como Baixa Renda; que estiverem em dia com a conta de luz e que possuem uma geladeira em mau estado de conservação, mas em funcionamento. 

No período de 26 a 30 do mês em curso será feita a pesquisa para triagem dos clientes, ocasião em que será verificado o estado dos refrigeradores nas residências. A divulgação do resultado ocorrerá no dia 31 de maio, a partir das 18 horas e, no dia 1º de junho, a partir das 7h, serão realizadas as trocas das geladeiras velhas pelas novas dos clientes contemplados.

Além das geladeiras, a iniciativa da Celpa também permite que os moradores de Itaituba façam a substituição das lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por modelos de LED que, segundo especialistas no assunto, pode alavancar uma economia de até 80% no que diz respeito à iluminação residencial, sendo permitida a troca de até seis (06) lâmpadas por Conta Contrato pelo projeto.

A expectativa do consultor de relacionamento com o cliente da Celpa, Jeovan Venanço, é contribuir para o uso eficiente de energia elétrica e com o orçamento da população. “Uma geladeira velha, ineficiente, costuma consumir até 40% mais energia em relação aos novos modelos, que são entregues por meio do projeto Comunidade Eficiente da Celpa”, disse.

Comunidade Eficiente
O projeto tem atuação em três frentes: inclusão, educação e economia. Em relação ao primeiro item, a concessionária deve firmar parcerias com as prefeituras dos municípios para que sejam coletados os dados dos potenciais clientes para fazer parte do Programa Tarifa Social. A partir daí os agentes de campo que, serão disponibilizados pela Celpa, farão as entrevistas com os cidadãos para incluí-los no benefício do Governo Federal que concede descontos de 10% a 65% na conta de energia elétrica. Inicialmente, o objetivo é incluir cerca de 50 mil novos usuários no Programa.

Na vertente economia, a Celpa beneficiará a população de baixa renda com a substituição de geladeiras ineficientes por modelos mais novos e econômicos. Em um ano, o projeto “Comunidade Eficiente” disponibilizará 8.400 novos refrigeradores para substituir modelos velhos. A ação também vai oferecer 160 mil unidades de lâmpadas fluorescentes e de LED para substituir as incandescentes e assim alavancar uma economia de até 80% no consumo de energia dos clientes. No projeto há ainda, o caminhão educacional que conta com uma grande estrutura com materiais educativos e terá espaço para palestras sobre o consumo eficiente de energia, segurança com rede de distribuição e noções sobre sustentabilidade. A ideia é que as equipes do veículo circulem pelos municípios desenvolvendo ações educacionais junto às comunidades e escolas.

Ascom Celpa

CASO JBS - MERCADO PUNE EMPRESÁRIOS FANFARRÕES!

Ações da JBS derretem na Bolsa e registram queda de mais de 30%
Investidores se desfazem de papéis por conta de notícias sobre corrupção e continuidade dos negócios; ações também despencam no exterior

As ações do grupo JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, derreteram na Bolsa nesta segunda-feira, 22, registrando um tombo de 31,34% no pregão de hoje, seu pior patamar desde o dia 5 de agosto de 2013. 

Os papéis chegaram a entrar em leilão em diversos momento durante os negócios - quando a Bolsa continua recebendo ofertas, mas não fecha negócio por conta do descasamento entre os preços de compra e venda. 

Também no exterior, os papéis da companhia negociados em Nova York também caíam 31,34% por volta das 17h50 (horário de Brasília). O Índice Bovespa abriu a semana em queda, registrando baixa de 1,54% no pregão de hoje.

Joesley Batista, Presidente da JBS, gravou conversa com o presidente Michel Temer Foto: Ayrton Vignola/AE

Analista da Guide Investimentos, Rafael Passos afirma que a operação da companhia é sólida e tem sido favorecida pela disponibilidade de gado e pela boa safra de grãos. No entanto, notícias sobre o acordo de colaboração premiada firmado pelos executivos do grupo no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, fazem com que investidores vendam suas ações.

"Todas as notícias desfavoráveis devem continuar pressionando o papel", diz. Passos considera, porém, que as perspectivas para o segmento de carnes são boas, o que pode fazer com que o mercado olhe para outras empresas. "As ações da BRF podem se beneficiar", dá o exemplo. Na mesma faixa horária, as ações da rival BRF subiam 6,82%. 


Nesta tarde, surgiram ainda rumores dando conta que os passivos da companhia são grandes o suficiente para ameaçar a continuidade do seu funcionamento. Um dos pontos mais importantes é a fusão com o Grupo Bertin, realizada em 2009. Como apurou o Estado, na semana passada, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) está pedindo que a Justiça cancele o negócio, alegando fraudes fiscais e societárias. A procuradoria entende que não houve uma fusão, como foi anunciado, mas sim uma operação efetiva de compra e venda.

O grupo fez voluntariamente um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, revelado na semana passada, que envolveu nomes de mais de 1,8 mil políticos, sendo um em cada três parlamentares em atividade no Congresso. Joesley chegou a gravar conversa com o presidente Michel Temer. Nela, o executivo afirma ter comprado o silêncio do deputado afastado Eduardo Cunha e manter boa relação com o parlamentar, preso também pela Lava Jato. O presidente concorda: "Tem que manter isso".

Na noite de sexta-feira, 26, expira o prazo dado pelo Ministério Público Federal para a holding controladora da empresa, o grupo J&F, aceitar pagamento de multa de R$ 11,2 bilhões para firmar um acordo de leniência com a companhia. O grupo, no entanto, contesta o valor e propôs fechar o acordo por apenas R$ 1 bilhão.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu na sexta-feira cinco processos administrativos para apurar denúncias de irregularidades em negócios nos mercados de capitais realizados pelas empresas, incluindo a JBS./COM RENATO CARVALHO

CRISE POLÍTICA PODE AFETAR SAQUE DO FGTS INATIVO.

Saque de contas inativas do FGTS corre risco de parar sem aprovação no Congresso
Medida Provisória que autorizou os saques perderá validade no dia 1º de junho

POR POLLYANA BRÊTAS


RIO - A Medida Provisória 763, que autorizou os saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), perderá sua validade no dia 1º de junho, se não for votada e aprovada no plenário da Câmara dos Deputados e do Senado. A medida corre o risco de não ser apreciada em razão dos desdobramentos da crise política que atingiu o governo após a delação de executivos do grupo JBS contra o presidente Michel Temer.

Se a MP 763 não for aprovada a tempo, trabalhadores nascidos entre setembro e dezembro perderão o direito de sacar os recursos. O governo diz que há acordo de líderes para a votação da medida nas duas casas antes do prazo.

A Caixa Econômica informou, nesta segunda-feira, que segue as normas legais da MP 763/2016, que regula o cronograma de pagamento das contas inativas do FGTS e “que cabe ao Congresso Nacional apreciar as normas legais instituídas pela MP 763/2016’.

TRAMITAÇÃO DA PROPOSTA

Na Câmara, a MP do FGTS está prevista para ser votada a partir de quarta-feira, dia 24, mas a medida chegou a entrar na pauta e saiu de votação nos dias 16 e 17 de maio.

Nesta terça-feira, na pauta do plenário da Casa o único projeto é a convalidação de incentivos fiscais concedidos por Estados a empresas sem autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), a chamada guerra fiscal. No dia seguinte, começam a votação de pelo menos oito medidas provisórias. A MP do FGTS é o quinto item da pauta, que só pode ser revertida por acordo.

Quem pode usar

 O saldo na conta do FGTS pode ser usado para compra e construção de imóvel, amortização ou liquidação do saldo devedor do financiamento ou para quitar parcelas em atraso. Para usar o dinheiro, é preciso no mínimo três anos de trabalho sob o regime do FGTS, mesmo que em períodos ou empresas diferentes. 

SAQUE

A MP foi enviada pelo governo em 23 de dezembro do ano passado. Ela autoriza o saque de contas inativas do FGTS,para trabalhadores que pediram demissão do trabalho ou foram demitidos por justa causa antes de 31 de dezembro de 2015. O dinheiro está sendo liberado de acordo com a data de aniversário dos trabalhadores que têm direito ao benefício. Já foram liberados o dinheiro dos nascidos entre janeiro e agosto. A próxima liberação prevista será em 16 de junho, para nascidos entre setembro e novembro, e 14 de julho, em dezembro. O prazo final para saque é 31 de julho.

Os saques já superaram R$ 24,4 bilhões, segundo a Caixa. O valor pago passou a marca de 55% do total de recursos (R$ 43,6 bilhões) disponíveis pela Medida Provisória 763/216. O número de trabalhadores que sacaram, nas primeiras etapas, equivale a 52% do total de 30,2 milhões beneficiados pelo saque das contas inativas do FGTS, de acordo com a MP.

17 de maio de 2017

CORRUPÇÃO: EMPRESÁRIO GRAVA PRESIDENTE TEMER PEDINDO SILÊNCIO DE CUNHA! O BRASIL PRECISA SE REINVENTAR. E RÁPIDO!

Dono da JBS grava Temer dando aval para compra de silêncio de Cunha. 

Temer reúne com assessores próximos.

Joesley Batista e o seu irmão Wesley confirmaram a Fachin o que falaram a PGR

POR LAURO JARDIM

Dono da JBS grava Temer, à esquerda dando aval para compra de silêncio de Cunha - Ailton de Freitas / Agência O Globo

RIO — Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no Supremo Tribunal Federal (STF) e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República (PGR) em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.

É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato: Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?".

Senador Aécio Neves (PSDB/MG)
Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

Pela primeira vez na Lava-Jato foram feitas "ações controladas", num total de sete. Ou seja, um meio de obtenção de prova em flagrante, mas em que a ação da polícia é adiada para o momento mais oportuno para a investigação. Significa que os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril.

Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delator.

A velocidade supersônica para que a PGR tenha topado a delação tem uma explicação cristalina. O que a turma da JBS (Joesley sobretudo) tinha nas mãos era algo nunca visto pelos procuradores: conversas comprometedoras gravadas pelo próprio Joesley com Temer e Aécio — além de todo um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos. Em duas oportunidades em março, o dono da JBS conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido — arma que já se revelara certeira sob o bolso do paletó de Sérgio Machado, delator que inaugurou a leva de áudios comprometedores. Ressalte-se que essas conversas, delicadas em qualquer época, ocorreram no período mais agudo da Lava-Jato. Nem que fosse por medo, é de se perguntar: como alguém ainda tinha coragem de tratar desses assuntos de forma tão descarada?

Para que as conversas não vazassem, a PGR adotou um procedimento incomum. Joesley, por exemplo, entrava na garagem da sede da procuradoria dirigindo o próprio carro e subia para a sala de depoimentos sem ser identificado. Assim como os outros delatores.

Ao mesmo tempo em que delatava no Brasil, a JBS contratou o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe para tentar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). Fechá-lo é fundamental para o futuro do grupo dos irmãos Batista. A JBS tem 56 fábricas nos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e o de bovinos. Precisa também fazer um IPO (abertura de capital) da JBS Foods na Bolsa de Nova York.

Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos. Essa conta pode aumentar quando (e se) a leniência com o DoJ for assinada. (Colaborou Guilherme Amado)


16 de maio de 2017

CRISE: FARMÁCIAS BIG BEN FORAM VENDIDAS POR R$1,00!

Controlada pelo banco BTG Pactual desde 2011, a rede já vinha enfrentando dificuldades financeiras há alguns anos.

A rede de farmácias Big Ben está encerrando suas atividades no Piauí. Controlada pelo grupo Brasil Pharma, a rede já vinha enfrentando dificuldades financeiras há alguns anos.

Nos últimos meses a crise se agravou e ficou explícita para os clientes, com a falta de produtos básicos nas prateleiras de praticamente todas as lojas. Além disso, diversas unidades vinham sendo fechadas nos estados onde a Big Ben estava presente - Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Pernambuco. Em Teresina, por exemplo, a loja que funcionava em frente à Praça Saraiva foi fechada em janeiro. 

Ainda em janeiro, as atividades da Big Ben foram encerradas por completo no Ceará, onde havia apenas cinco lojas da rede, todas localizadas na capital Fortaleza. 

Ao todo, 36 lojas Big Ben foram fechadas no primeiro mês de 2017.


Em contato com a gerente de uma das lojas da Big Ben, o portal O DIA foi informado que, além das unidades do Piauí, todas as lojas da Big Ben no Maranhão também estão sendo fechadas. Em Pernambuco, o fechamento das lojas também foi iniciado em janeiro.

Até dezembro de 2016, a rede Big Ben possuía 264 lojas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, sendo a maior rede de farmácias controlada pela Brasil Pharma. Só no Piauí cerca de 300 pessoas devem ser demitidas com o fechamento da rede.

O portal O DIA também entrou em contato com uma das lojas Big Ben de Belém, no Pará, estado onde a rede surgiu. A funcionária que atendeu ao telefonema informou que a unidade está funcionando normalmente, e disse que sequer estava sabendo sobre o encerramento das atividades nos demais estados. 

Novo controlador vai reestruturar companhia

Em fevereiro, o site da revista Exame informou que o banco BTG Pactual estaria negociando a venda da rede de farmácias Big Ben por R$1,00 para o empresário Paulo Remy, da Lyon Capital. O negócio foi consolidado no início de abril, e agora o novo controlador pretende reestruturar a companhia.

Outras redes que integravam o grupo BR Pharma já haviam sido vendidas nos últimos anos. Em 2015, por exemplo, a Mais Econômica foi repassada ao fundo Verti, por R$ 44 milhões.

E em 2016 as Drogarias Rosário foram vendidas para a Profarma por R$ 173 milhões. O valor, contudo, pode ter sofrido um desconto, pois parte das lojas estavam enfrentando desabastecimentos.

Segundo o jornal Valor Econômico, em 2016 a receita líquida da Brasil Pharma atingiu R$ 1,5 bilhão, quase R$ 1 bilhão a menos do que foi apurado em 2015. O prejuízo alcançou R$ 634 milhões no ano passado, um pouco menos do que foi registrado em 2015, quando o grupo amargou um prejuízo de R$ 654 milhões. 

Ao fim do ano passado, as perdas acumuladas pela Brasil Pharma somavam R$ 1,85 bilhão.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do banco BTG Pactual, que informou não poder mais se manifestar a respeito do fechamento das farmácias Big Ben, uma vez que o controle da rede foi vendido pelo banco desde o mês passado.

O DIA também tentou contato com a assessoria de imprensa do grupo BR Pharma. No entanto, os telefones informados no site da rede são de uma empresa de assessoria que não presta mais serviços ao grupo. 

Por: Nayara Felizardo (Portal O Dia)

COMO SE PROTEGER DE ATAQUE CIBERNÉTICO

Atualização liberada pela Microsoft protege computadores do ransomware, software malicioso responsável pelo último ataque cibernético; veja como instalar

Por Carolina Ingizza* - O Estado de S.Paulo

Microsoft liberou uma atualização para o Windows que protege usuários do Ransomware. 

Leia mais

Após os ataques cibernéticos da última sexta-feira, 12, que afetaram empresas na Europa, no Brasil e também na Ásia, os engenheiros da Microsoft adicionaram informações de detecção e proteção nas atualizações do sistema contra o software malicioso que causou os ataques no mundo, o Ransom:Win32.WannaCrypt.

As informações foram liberadas ainda na sexta-feira e são uma proteção extra contra malwares dessa natureza, os ransomware. Em março de 2017, a companhia já havia liberado uma atualização de segurança que protegia os computadores desse malware.

Os computadores que foram afetados pelo problema estavam com a atualização pendente, o que permitiu a entrada e propagação do ransomware. No entanto, a Microsoft informa que os usuários que estiverem utilizando a última versão do Windows Defender, antivírus gratuito da empresa, e que tenham habilitado o Windows Update estão protegidos. Já quem não fez as atualizações, precisa fazer a disponibilizada na sexta-feira — que já engloba a liberada em março — o quanto antes.



Como atualizar o Windows 10.
O processo para atualizar é bastante simples. Para usuários do Windows 10, basta acessar o menu Iniciar e usar a busca interna do Windows para pesquisar a expressão “verificar se há atualizações” e entrar no link de mesmo nome. Na próxima tela, é só apertar o botão “verificar se há atualizações” e instalar a última mostrada pelo Windows Update.


Como instalar atualizações no Windows 7 e 8.
Para aqueles que usam versões mais antigas do sistema, como o Windows 7 ou o 8, basta procurar por “Windows Update” na barra de pesquisa do Windows, entrar na página correspondente, clicar em “procurar atualizações” e instalar a foi que disponibilizada na última sexta-feira.

*É estagiária, sob a supervisão da editora Claudia Tozetto

15 de maio de 2017

LAVA JATO - APÓS CHACOTA COM 'DELAÇÃO DE LULA, AS LOJAS MARISAS NÃO SÃO TÃO INOCENTES!

Lojas Marisa fez depósito de R$ 3,2 mi em conta de investigada da Lava Jato, diz Valor


Segundo o jornal, a PF suspeita que a Choco Bijoux Comércio de Roupas e Acessórios do Vestuário Ltda. seja uma das empresas utilizadas como fachada pela doleira Nelma Kodama

SÃO PAULO - A Lojas Marisa depositou R$ 3,2 milhões em conta de uma doleira investigada pela Operação Lava Jato por supostas lavagens de dinheiro e remessa ilegal de recursos para o exterior. As informações são do jornal Valor Econômico

Segundo o jornal, a Polícia Federal suspeita que a Choco Bijoux Comércio de Roupas e Acessórios do Vestuário Ltda. seja uma das empresas utilizadas como fachada pela doleira Nelma Kodama, que foi condenada a 18 anos de prisão por evasão de divisas após movimentar R$ 221 milhões em dois anos. Nelma teria dado suporte às operações de Alberto Yousseff. 

Segundo o jornal, foram transferidos de contas da Marisa cerca de R$ 3,29 milhões para a Choco Bijoux de junho de 2009 a maio de 2014. A conta da Choco Bijoux recebeu no Bradesco, no mesmo período, cerca de R$ 16,67 milhões em créditos e movimentou um total de R$ 33,36 milhões.

Por meio da assessoria de imprensa, a Lojas Marisa reconheceu que foi parceira comercial da Choco Bijoux de 2009 a 2012. "Durante este período, a empresa forneceu bolsas, cintos e acessórios diversos. A parceria foi interrompida em 2012 por questões comerciais"

Contudo, a Marisa não esclareceu por que as transferências para a conta da Choco Bijoux continuaram ocorrendo até maio deste ano.

12 de maio de 2017

LAVA-JATO: LOJAS MARISA DIZ QUE NÃO É CULPA DELA SE SUA MÃE FICAR SEM PRESENTE!!

Loja Marisa polemiza ao ironizar 'culpa' de esposa de Lula no caso do tríplex

Reprodução/Instagram 
Propaganda das lojas Marisa faz piada com Marisa Letícia, esposa de Lula, morta em fevereiro

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DE SÃO PAULO12/05/2017 18h22

"Se sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa."

Estampada em perfis virtuais das lojas Marisa, a frase alimentou a polarização nas redes sociais, ao fazer piada com a esposa do ex-presidente Lula, Marisa Letícia, morta em fevereiro.

Em depoimento ao juiz Sergio Moro, na quarta-feira (10), o petista rechaçou a acusação de que a OAS teria reformado um tríplex para ele no condomínio Solaris, em Guarujá (SP).

Moro questionou por que dona Marisa visitou o apartamento em 2014, o que seria uma prova do interesse do casal no imóvel.

Lula disse desconhecer esse episódio e afirmou que, na época, ele já havia desistido da compra.

"Eu não sabia que tinha tido visita. Não sei o senhor tem mulher, mas nem sempre ela pergunta para a gente o que vai fazer."

A peça publicitária da cadeia de roupas pegou carona na ideia de que Lula teria responsabilizado a esposa no caso –a defesa do ex-presidente disse, em nota, que "a Lava Jato atenta contra memória de Marisa.

Parte dos internautas aplaudiu, outra tachou a campanha de Dia das Mães como de mau gosto.

"Que forma mais ridícula de divulgar a marca! Nojo", escreveu uma usuária no Instagram da marca, refletindo o tom geral de repúdio. No mesmo embalo foi este comentário: "Lixo! Loja escrota! Campanha escrota! Covarde! Aproveitadora! Vocês se arrependerão desse absurdo!".

Pedidos de boicote à grife pulularam no Facebook. "Falta de respeito. Deram um tiro no pé. Os consumidores desa loja são aqueles que estão sendo prejudicados por esse desgoverno Temer. A elite não compra nessa loja. Boicote total a essa empresa", escreveu um internauta.

Entre os comentários de aprovação: "Dane-se se ela morreu. Pq? Tá com medo da assombração dela voltar e comprar outro tríplex?" e "petistas nojentos reclamando que a loja desrespeitou a Marisa, contudo quando o calhorda do Lula colocou toda a culpa da corrupção nas costas da falecida mulher ninguém achou ruim, né?! IDIOTAS!!!!!".

A internet já havia abraçado um novo meme, que associa Marisa Letícia a todos os males do mundo, da tomada de três pinos à morte da personagem Odete Roitman na novela "Vale Tudo".

Procurada pela Folha, a marca disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentaria a propaganda –que continuava no ar até a noite de sexta (14).